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O que é segmentação de rede?

A segmentação de rede é uma estratégia usada para segregar e isolar partes da rede corporativa com o objetivo de reduzir a superfície de ataque.

No entanto, as estratégias de segurança de hoje envolvem mover o perímetro para mais perto dos recursos, em comparação com a tática de “castelo e fosso”. Isso acontece por conta do tipo atual de data centers, do enorme aumento na quantidade de usuários e das dinâmicas das aplicações e recursos.

A segmentação de rede é um dos principais conceitos da estratégia de segurança Zero Trust, além das identidades, com base no framework Zero Trust NIST SP 800-207.

Macrossegmentação e microssegmentação de rede

A segmentação de rede tradicional, também conhecida como macrossegmentação, geralmente é feita por meio de firewalls internos e VLANs. Na microsegmentação, o perímetro e controles de segurança são movidos para mais perto do recurso (por exemplo, workload ou uma aplicação de três camadas), o que cria zonas seguras. A macrossegmentação/microssegmentação de rede são executadas principalmente para limitar o tráfego leste-oeste no data center e prevenir/desacelerar o movimento lateral de invasores.

A macrossegmentação/microssegmentação de rede podem ser feitas com:

  • Firewalls de hardware (por exemplo, firewalls de segmentação interna): o fluxo de tráfego para as zonas ou segmentos que são controladas por regras de firewall
  • VLANs e listas de controle de acesso (ACLs, na sigla em inglês): filtram de acesso a redes/sub-redes
  • Perímetro definido por software (SDP, na sigla em inglês): move o perímetro para mais perto do host, o que produz um limite virtual. Ele também possibilita controles de política granular no nível do workload

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Abordagem de macrossegmentação de rede: prós e contras

As políticas de acesso de recursos definidas por meio de regras de firewall, VLAN/ACLs e VPNs são estáticas e se concentram apenas no tráfego de entrada e saída. Elas são rígidas e não podem ser ampliadas ou adaptadas a ambientes híbridos dinâmicos e requisitos de acesso seguro dinâmico que vão além dos perímetros estáticos.

PrósContras
Um dos métodos de segmentação mais antigos e amplamente adotados, antecede o Zero TrustAs VLANs e firewalls criam vários pontos de estrangulamento na rede, o que tem um impacto negativo no desempenho da rede e na produtividade dos negócios (alto atrito)
Firewalls de hardware conhecidos para controlar tanto o tráfego leste-oeste como norte-sulMilhares de regras de firewall e VLAN/ACLs se tornam rapidamente difíceis de gerenciar e proteger (complexas e sujeitas a erros humanos)
É cara para expandir, com investimentos em hardware e custos de pessoal
Ter visibilidade centralizada sobre o ambiente local e as nuvens é algo complexo
O que funciona em ambientes locais não funciona nas nuvens (defasagens de visibilidade e segurança, ampla superfície de ataque)
Implementar políticas granulares é complexo: não há contexto de segurança
As políticas são rígidas: não se adaptam a ambientes dinâmicos ou a mudanças repentinas nos modelos de negócios (por exemplo, força de trabalho remota, fusões e aquisições ou alienação)
A dependência de fornecedor se torna uma despesa operacional

Abordagem de microssegmentação de rede: prós e contras

O perímetro é movido para mais perto do recurso, e os controles de segurança são aplicados a cada host.

PrósContras
Não dependem de plataforma e infraestruturaRequer agentes em cada endpoint, workload ou hipervisor/máquina virtual
Controles de segurança baseados em contexto com políticas granulares Embora as políticas refinadas sejam uma vantagem, é necessário criar e gerenciar uma quantidade enorme delas em milhares de recursos, grupos de usuários, zonas (microssegmentos) e aplicações
Plataforma unificadaComo 90% do tráfego é criptografado, a descriptografia SSL/TLS que exige muitos recursos é necessária para garantir visibilidade total. Isso aumenta drasticamente os requisitos de processamento e, portanto, o custo para implementar e operacionalizar esse tipo de segmentação
É necessário estar por dentro de toda a arquitetura de data center (o que está mudando, o que há de novo e quais são as defasagens). Esse é o ponto de partida para pensar em políticas que não prejudicam a produtividade dos negócios (cenários de exemplo: depois da adoção repentina do trabalho remoto, o que acontece quando os funcionários voltarem após a pandemia? Como a arquitetura/topologia será alterada? Como as políticas serão afetadas e quais serão as “novas” defasagens?)
Detecção/prevenção reduzidas ou inexistentes: você precisa de outras ferramentas e integrações para ter inteligência, detecção e prevenção de ameaças?

A abordagem de segmentação de rede, seja ela macrossegmentação ou microssegmentação, claramente tem prós e contras. A segmentação de rede tem muitos elementos: firewalls de hardware, perímetros definidos por software, controles e ferramentas extras de infraestrutura multinuvem e diversas políticas de acesso a recursos que precisam ser gerenciadas e atualizadas para sair na frente dos ataques e acompanhar o cenário de ameaças em transformação.

Mudança de rumo: da segmentação de rede à segmentação de identidade

Embora a segmentação de rede diminua a superfície de ataque, essa estratégia não oferece proteção contra táticas e técnicas de adversários nas fases de identidade na cyber kill chain. O método que proporciona maior redução de riscos com menos custos e complexidade operacional é a segmentação de identidade.

A proteção de identidades reduz de maneira significativa os riscos de ataques de invasores modernos, como ransomware e ameaças à cadeia de suprimentos, em que credenciais comprometidas são um fator essencial. De acordo com o relatório Cost of a Data Breach 2021 (Custo de um comprometimento de dados 2021) da IBM e do Ponemon Institute, o comprometimento ou roubo de credenciais de usuário foram a causa mais comum de ataques em 2021. Além disso, esses ataques foram o que mais levaram tempo para serem identificados: 250 dias em média.

É aí que a segmentação de identidade da CrowdStrike ajuda a limitar bastante a superfície de ataque graças ao isolamento e segmentação das identidades. Isso fornece benefícios imediatos, já que a maioria dos ataques tira proveito das credenciais de usuários.

Não conhece a segmentação de identidade?

Saiba o que é e não é a segmentação de identidade e baixe o white paper abaixo para entender como ela é diferente da segmentação de rede.

Narendran é Diretor de Marketing de Produtos para Proteção de Identidade e Zero Trust na CrowdStrike. Ele tem mais de 17 anos de experiência na condução de estratégias de marketing de produtos e GTM em startups de cibersegurança e grandes empresas, como HP e SolarWinds. Anteriormente, foi Diretor de Marketing de Produtos na Preempt Security, que foi adquirida pela CrowdStrike. Narendran possui mestrado em Ciência da Computação pela Universidade de Kiel, Alemanha.