O que são identidades não humanas?
Identidades não humanas (NHIs) são identidades digitais para aplicações, serviços ou dispositivos. As organizações utilizam essas identidades para executar operações automáticas entre máquinas. As organizações concedem permissões específicas de NHIs, mas frequentemente ignoram o princípio do privilégio mínimo (POLP). Consequentemente, as NHIs podem criar vulnerabilidades de segurança.
Os três tipos mais comuns de NHIs são:
- Workloads: identidades atribuídas ou usadas por workloads de software para autenticar em outro serviço ou recurso. Por exemplo, contas de serviço que conectam aplicações a bancos de dados, APIs e outros sistemas para executar tarefas automaticamente.
- Tokens de API: autenticam a troca de dados entre aplicações, permitindo apenas o acesso autorizado a informações confidenciais.
- Identidades de máquina: identidades de dispositivos seguros em redes, amplamente utilizadas por máquinas virtuais, containers e dispositivos da Internet das Coisas (IoT).
As NHIs estão se tornando cada vez mais comuns à medida que as organizações adotam mais tecnologias de nuvem, de DevOps e de IoT. Elas facilitam a comunicação segura entre serviços de nuvem distribuídos, oferecem suporte a fluxos de trabalho automatizados em DevOps e gerenciam milhares de dispositivos de IoT.
Com o rápido crescimento das NHIs, gerenciá-las é essencial para proteger sua infraestrutura contra acessos não autorizados e riscos de segurança.
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As NHIs aumentam inerentemente a superfície de ataque, pois cada conta de serviço, token de API e identidade de máquina representa um ponto de entrada potencial para invasores. Identidades com segurança insuficiente tornam-se alvos atraentes, especialmente com o grande volume de NHIs presentes no ambiente. Com a aparente infinidade de NHIs implementadas nas organizações modernas, é fácil que elas sejam negligenciadas nas estratégias de segurança, aumentando o risco de acesso não autorizado.
As NHIs frequentemente recebem acesso privilegiado. Elas precisam de amplas permissões para executar tarefas em diversas redes, o que as torna alvos atraentes. Se os invasores assumirem o controle de uma NHI privilegiada, eles poderão acessar ou manipular dados, elevar privilégios e se mover lateralmente dentro da rede sem serem detectados.
O número crescente de NHIs também complica a conformidade e o controle de riscos. As regulamentações exigem cada vez mais o rastreamento e a segurança de todo o acesso a dados confidenciais, incluindo o acesso automatizado.
As organizações precisam de políticas de segurança robustas para NHI, a fim de evitar violações de conformidade, penalidades e comprometimento de dados. Por isso, o gerenciamento de NHI é fundamental para garantir uma postura de segurança robusta e melhorar a conformidade regulatória.
Principais desafios no gerenciamento de identidades não humanas
Gerenciar NHIs costuma ser difícil. Vamos analisar quatro desafios comuns no gerenciamento de NHIs.
Volume e complexidade
O grande volume de NHIs provenientes de processos automatizados pode sobrecarregar os controles de segurança. Frequentemente, os usuários criam contas de serviço, tokens de API e identidades de máquina sem considerar o POLP ou as implicações de segurança. Essa falta de supervisão resulta em erros de configuração e aumenta o risco de acesso não autorizado. A visibilidade limitada torna o gerenciamento dessas identidades extremamente difícil, o que pode resultar em falhas de segurança.
Gerenciamento de acesso
Embora as NHIs exijam diferentes níveis de permissões de acesso, contas com privilégios excessivos podem aumentar o risco de exploração. Sem uma boa governança, permissões excessivas podem passar despercebidas. Controlar o acesso dentro do gerenciamento de identidade e acesso (IAM) também é complexo, já que funcionalidades como autenticação multifatorial (MFA) e logon único (SSO) nem sempre são compatíveis — assim, pode ser difícil aplicar políticas voltadas para o usuário em contas de NHI. Afinal, algo que não é humano não possui um celular onde possa receber um código de confirmação de seis dígitos.
Monitoramento e supervisão
Muitas ferramentas detectam atividades suspeitas por parte de usuários humanos, mas não detectam NHIs. Essas identidades funcionam continuamente, gerando um alto nível de atividade que pode ofuscar os processos de distinção entre ações legítimas e ameaças. Quando os tokens OAuth acessam serviços externos, as organizações não têm controle sobre o armazenamento dos tokens, o que dificulta a detecção de uso indevido.
Dispersão de identidades
A dispersão de identidades é especialmente desafiadora em ambientes de nuvem e híbridos, onde os recursos abrangem múltiplas plataformas. As NHIs são frequentemente criadas e esquecidas, já que o processo de desativação raramente inclui a remoção de tokens não utilizados. Sem supervisão centralizada, essas identidades se acumulam, criando vulnerabilidades ocultas, complicando a aplicação de políticas e aumentando o risco de acesso não autorizado.
Principais estratégias para proteger identidades não humanas
A proteção de NHIs exige estratégias específicas para lidar com suas vulnerabilidades diferenciadas, como privilégios excessivos e falta de visibilidade. As quatro estratégias abaixo ajudam as organizações a controlar o acesso, reduzir os riscos e prevenir falhas de segurança em NHIs.
O princípio do privilégio mínimo (POLP)
As organizações devem aplicar o POLP para minimizar os riscos, concedendo aos NHIs apenas as permissões necessárias para suas tarefas. Essa abordagem reduz a superfície de ataque e impede acessos desnecessários. Já a limitação do possível impacto causado por uma identidade comprometida fortalece a segurança.
Auditorias e revisões regulares
Auditorias regulares ajudam a evitar autorizações excessivas para NHIs. Ao revisar o acesso regularmente, as organizações podem identificar contas com privilégios excessivos, revogar permissões não utilizadas e garantir que o acesso esteja alinhado com as necessidades atuais. Esse processo ajuda a manter o controle e a reduzir os riscos.
Gerenciamento do ciclo de vida da identidade
O gerenciamento eficaz do ciclo de vida aborda todas as etapas de utilização de uma identidade não humana, desde a sua criação até à sua desativação. O provisionamento cuidadoso de identidades, a revisão de permissões e a desativação imediata de contas não utilizadas ajudam a evitar a proliferação de identidades e garantir que apenas identidades ativas possam acessar os recursos.
Monitoramento comportamental contínuo
O monitoramento contínuo de NHIs ajuda a detectar atividades incomuns e ameaças potenciais. Estabelecer parâmetros comportamentais e configurar alertas para desvios permite que as organizações identifiquem e respondam rapidamente a acessos não autorizados, proporcionando maior proteção a recursos críticos.
Passos práticos para incorporar segurança a identidades não humanas
À medida que as organizações incorporam mais NHIs em seus fluxos de trabalho, elas precisam fazer isso de forma segura para manter o controle e minimizar os riscos em todos os sistemas. Isso envolve os seguintes passos principais.
Centralizar o gerenciamento do ciclo de vida da identidade
A centralização do gerenciamento do ciclo de vida da identidade ajuda as organizações a rastrear e controlar NHIs em diferentes ambientes. As equipes de segurança podem usar uma plataforma unificada para monitorar o acesso, gerenciar permissões e evitar inconsistência nos controles de acesso. A centralização simplifica a auditoria e garante a aplicação consistente das políticas de segurança.
Gerenciamento de tokens e certificados
O gerenciamento eficaz de tokens e certificados é essencial para o manuseio seguro de chaves de API, tokens e certificados. As organizações devem armazenar os tokens de forma segura, randomizá-los regularmente e usar criptografia para evitar o acesso não autorizado.
O gerenciamento de certificados inclui o monitoramento das datas de vencimento e a renovação deles conforme necessário para proteger credenciais confidenciais e minimizar o risco de comprometimento. Também é importante garantir a aplicação do POLP e a visibilidade em tempo real do uso de segredos pelas NHIs, para que as organizações possam criar políticas de acesso.
Integração com frameworks de segurança
A integração do gerenciamento de NHI com frameworks e processos de segurança, como Zero Trust, IAM e gerenciamento de direitos de infraestrutura em nuvem (CIEM), fortalece a segurança. Esses frameworks e processos impõem controles de acesso rigorosos, verificam continuamente a identidade e monitoram o comportamento, proporcionando segurança abrangente para NHIs em diversos ambientes.
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O gerenciamento eficaz de NHIs é crucial para garantir a segurança da infraestrutura digital de uma organização. Embora as NHIs facilitem a automação, elas também ampliam significativamente o potencial para ataques à segurança.
O CrowdStrike Falcon ® Next-Gen Identity Security oferece visibilidade em tempo real e detecção proativa de ameaças, identificando riscos e ajudando a impedir possíveis ataques.
Além disso, os serviços de proteção de identidade da CrowdStrike oferecem segurança robusta e em camadas, ajudando as organizações a gerenciar o acesso e reduzir as vulnerabilidades relacionadas à identidade. A CrowdStrike também oferece uma Análise de riscos de segurança de identidade que auxilia as organizações na avaliação e resolução de riscos associados a NHIs, na garantia da conformidade e no reforço da postura de segurança. Em conjunto, essas soluções reforçam a segurança de NHIs em ambientes automatizados.
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Perguntas frequentes sobre identidades não humanas
P: O que são identidades não humanas?
R: Identidades não humanas (NHIs) são identidades digitais para aplicações, serviços ou dispositivos. As organizações utilizam essas identidades para executar operações automáticas entre máquinas. As organizações concedem permissões específicas de NHIs, mas frequentemente ignoram o princípio do privilégio mínimo (POLP). Consequentemente, as NHIs podem criar vulnerabilidades de segurança.
P: Cite um exemplo de identidade não humana.
R: Alguns tipos comuns de NHIs incluem tokens de API, workloads e identidades de máquina.
P: Que impactos as identidades não humanas têm na cibersegurança?
R: As NHIs aumentam inerentemente a superfície de ataque, pois cada uma delas representa um ponto de entrada potencial para invasores. Identidades com segurança insuficiente tornam-se alvos atraentes, especialmente com o grande volume de NHIs presentes no ambiente. Além disso, o número crescente de NHIs complica a conformidade e o controle de riscos.
P: As organizações precisam de políticas de segurança para identidades não humanas?
R: As organizações precisam de políticas de segurança robustas para NHI, a fim de evitar violações de conformidade, penalidades e comprometimento de dados. Por isso, o gerenciamento de NHI é fundamental para garantir uma postura de segurança robusta e melhorar a conformidade regulatória.
P: Como as organizações podem proteger suas identidades não humanas?
R: Práticas recomendadas — como aplicar o princípio do privilégio mínimo, realizar auditorias e revisões regulares, gerenciar eficazmente o ciclo de vida da identidade e monitorar continuamente suas NHIs para detectar atividades incomuns — podem ajudar as organizações a controlar o acesso, reduzir riscos e evitar falhas de segurança nas NHIs.