Agentic SOC Summit: o novo padrão para defesa autônomaInscreva-se

Introdução ao gerenciamento de identidade de máquinas

Hoje em dia, as empresas não gerenciam apenas pessoas — elas gerenciam máquinas. De dispositivos IoT e workloads na nuvem a APIs, servidores, containers e até mesmo scripts executados silenciosamente em segundo plano, o número de identidades de máquinas em uma organização típica explodiu. Para se ter uma ideia, as identidades de máquinas superam em número as identidades humanas numa proporção impressionante de 45 para 1,1.

Mas, diferentemente dos usuários humanos, que fazem login com senhas ou dados biométricos, as máquinas se autenticam usando chaves criptográficas, certificados digitais e outros mecanismos especializados. Essa diferença pode parecer técnica, mas tem grandes implicações. As máquinas não esquecem suas senhas, mas se suas chaves ou certificados não forem gerenciados adequadamente, podem se tornar bombas-relógio. 

Para complicar ainda mais, as identidades de máquinas têm ciclos de vida extremamente diferentes entre si. Algumas, como as workloads na nuvem, podem ser criadas e desaparecer em segundos. Outras, como os certificados TLS, podem permanecer ativos por anos. Essa mistura de identidades de curta e longa duração torna o rastreamento delas um verdadeiro desafio.

Quando as identidades das máquinas são mal gerenciadas ou comprometidas, as consequências podem ser graves: acesso não autorizado, comprometimentos de dados e até mesmo grandes interrupções de serviço. 

O que é gerenciamento de identidade de máquinas?

Em termos simples, o gerenciamento de identidade de máquinas é o processo de proteger e gerenciar as credenciais digitais que as máquinas usam para se reconhecerem e confiarem umas nas outras. Assim como os humanos precisam de IDs e senhas para acessar sistemas, as máquinas dependem de certificados digitais, chaves criptográficas e outras credenciais para se autenticar e se comunicar com segurança. 

Mas o MIM não se resume apenas à concessão dessas credenciais — ele abrange o controle contínuo delas. O MIM abrange todo o ciclo de vida das identidades de máquinas: criação, renovação antes do vencimento, randomização regular para manter a segurança e revogação dessas identidades quando elas não forem mais necessárias ou estiverem comprometidas.

O gerenciamento de identidade de máquinas é essencial no cenário cibernético atual, onde a explosão de dispositivos e serviços interconectados cria vastas superfícies de ataque e amplia os riscos cibernéticos. Quando implementado corretamente, o MIM ajuda as organizações a bloquear acessos não autorizados, minimizar o risco de interrupções dispendiosas e manter a conformidade com as regulamentações de cibersegurança. 

O Guia Completo para Construir uma Estratégia de Proteção de Identidade

Comece a adotar uma postura de segurança resiliente: faça download do Guia completo para construir uma estratégia de proteção de identidade para proteger hoje mesmo o panorama de identidade digital da sua organização.

Baixe agora

Por que as identidades de máquinas são importantes

A crescente superfície de ataque

O cenário global de dispositivos conectados está se expandindo rapidamente, e a previsão é de que o número de dispositivos da Internet das Coisas (IoT) atinja 24,5 bilhões até 2026.2 À medida que as empresas dependem cada vez mais de uma rede de aplicações, dispositivos e serviços interconectados, suas pegadas digitais aumentaram — e os riscos também. Cada um desses dispositivos precisa de autenticação, o que significa mais vulnerabilidades em potencial para os cibercriminosos explorarem. Quanto mais dispositivos estiverem em uso, mais pontos de entrada existirão para atores mal-intencionados.

Os adversários estão cada vez mais atacando identidades de máquinas vulneráveis para executar ataques "man-in-the-middle", facilitar a exfiltração de dados e se movimentar lateralmente dentro dos ambientes de uma organização, sejam locais ou na nuvem. Com o crescente número de dispositivos conectados, a proteção de cada endpoint torna-se ainda mais complexa — o que evidencia a importância crucial do gerenciamento de identidade de máquinas.

Ameaças comuns à identidade de máquinas

As identidades de máquinas são essenciais para proteger os sistemas e serviços dos quais dependemos, mas também são um alvo frequente de invasores. Aqui estão algumas das ameaças mais comuns que podem colocar em risco as identidades de máquinas:

  • Gerenciamento inadequado de certificados: certificados expirados ou mal configurados podem criar vulnerabilidades e levar a tempo de inatividade inesperado.
  • Acesso não autorizado a máquinas: quando os invasores conseguem roubar ou falsificar credenciais de máquinas, eles podem facilmente infiltrar-se em redes e sistemas.
  • Chaves criptográficas fracas: quando a criptografia não é gerenciada adequadamente, ataques de força bruta ou roubo de chaves podem rapidamente levar ao comprometimento da segurança.
  • Certificados expirados causando interrupções de serviço: as falhas no gerenciamento de certificados podem ser exploradas, o que pode levar a interrupções de serviço e paralisações nas operações de uma organização.
  • Chaves privadas comprometidas: chaves SSH ou certificados TLS roubados podem permitir que invasores se passem por sistemas confiáveis e causem estragos.
  • Roubo de identidade de máquinas: os invasores podem sequestrar atualizações de software assinadas ou APIs para lançar ataques à cadeia de suprimento e ampliar ainda mais seu alcance dentro de uma organização. 

Principais componentes do gerenciamento de identidade de máquinas

As identidades de máquinas são um pilar fundamental da segurança digital. É essencial compreender os principais componentes de uma estratégia robusta de gerenciamento de identidade de máquinas, pois esses elementos operam em conjunto para permitir a autenticação e a comunicação seguras entre máquinas, protegendo a infraestrutura contra possíveis ataques.

Certificados digitais e infraestrutura de chave pública (PKI)

Os certificados digitais são a base do gerenciamento de identidade das máquinas. Eles funcionam como IDs digitais que autenticam as identidades de máquinas e estabelecem conexões seguras. Sem eles, não haveria uma maneira confiável de verificar se uma máquina é realmente quem afirma ser. A infraestrutura de chave pública (PKI) é o que torna tudo isso possível — é o framework que rege como esses certificados são emitidos, gerenciados e revogados. Pense na PKI como o guarda de segurança que garante que apenas máquinas autorizadas possam obter acesso, e que está lá para revogar permissões quando necessário.

Gerenciamento do ciclo de vida do certificado

Uma parte importante do gerenciamento de identidade de máquinas envolve o controle do ciclo de vida dos certificados. Automatizar processos como emissão, renovação e revogação é fundamental para reduzir erros humanos e evitar falhas de segurança. O gerenciamento manual deixa uma margem muito grande para erros. A automatização dessas tarefas garante que os certificados estejam sempre atualizados e válidos, além de eliminar a possibilidade de certificados expirados passarem despercebidos.

Autenticação máquina a máquina

A comunicação máquina a máquina está no centro da maioria das infraestruturas modernas, especialmente com o surgimento de APIs, workloads na nuvem e dispositivos IoT. Garantir que essas máquinas se autentiquem corretamente é vital para proteger o patrimônio digital de uma organização. A autenticação máquina a máquina é mais eficaz quando aliada à implementação dos princípios Zero Trust, em que a verificação é contínua e não ocorre apenas quando as máquinas se conectam pela primeira vez. Isso mantém permanentemente a porta fechada para possíveis invasores. À medida que as identidades de máquinas evoluem, também aumenta a necessidade de uma segurança de API precisa e robusta. Protocolos como OAuth, mTLS ou autenticação baseada em token são cruciais para garantir que apenas as máquinas corretas tenham permissão de acesso, tornando sua segurança mais robusta e precisa.

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

Obtenha sua cópia do relatório de cibersegurança definitivo do ano.

Benefícios da implementação do gerenciamento de identidade de máquinas

O gerenciamento de identidade de máquinas é uma medida estratégica que pode transformar a postura de segurança de uma organização. Implementar uma estratégia sólida de MIM pode proporcionar benefícios significativos, tais como:

Segurança reforçada

No cerne do gerenciamento de identidade de máquinas está a capacidade de impedir o acesso não autorizado. Ao proteger as identidades de máquinas, as organizações reduzem significativamente o risco de ciberameaças. O MIM garante que cada máquina no ambiente possa comprovar sua legitimidade antes de se conectar, o que cria uma base segura para todas as comunicações.

Eficiência operacional

Gerenciar identidades de máquinas pode ser uma tarefa demorada e propensa a erros — especialmente quando se lida com um número crescente de certificados e chaves. Com a emissão, renovação e revogação automatizadas de certificados do MIM, as equipes de TI e segurança podem reduzir drasticamente o tempo de inatividade e o esforço manual necessário para gerenciar certificados. Certificados expirados, um problema comum para muitas organizações, deixam de ser uma preocupação. O esforço apressado para atualizar ou revogar certificados dá lugar à automação, que garante que esses processos ocorram perfeitamente em segundo plano.

Conformidade e redução de riscos

O MIM ajuda as organizações a atenderem a diversos requisitos regulamentares, incluindo PCI-DSS, NIST, ISO 27001, benchmarks CIS e GDPR. Ao fornecer uma abordagem consistente para a governança de identidades, o MIM ajuda as organizações a demonstrar que seus sistemas são seguros e que elas seguem as práticas recomendadas de segurança. Esse aspecto é particularmente crítico, visto que as regulamentações cibernéticas continuam evoluindo e que o descumprimento delas pode resultar em multas pesadas e danos à reputação.

Melhores práticas para gerenciamento de identidade de máquinas

A implementação de práticas recomendadas para o gerenciamento de identidade de máquinas pode aprimorar significativamente a segurança e melhorar a eficiência geral do gerenciamento dessas identidades. Aqui está uma análise mais detalhada das práticas recomendadas:

Automatize o gerenciamento de certificados

Automatizar o gerenciamento de certificados ajuda a eliminar erros humanos, reduz o risco de erros de configuração e garante a escalabilidade à medida que o ambiente cresce. Em vez de rastrear manualmente as datas de renovação e os ciclos de vida dos certificados, a automação garante que os certificados sejam emitidos, renovados e revogados sem a necessidade de supervisão manual demorada. Essa abordagem simplificada garante a renovação em tempo hábil e ajuda a evitar o dispendioso tempo de inatividade causado por certificados expirados.

Utilize padrões de criptografia fortes

As vulnerabilidades criptográficas são um alvo principal para os invasores, e a criptografia fraca abre as portas para um universo de riscos de segurança. É essencial usar padrões de criptografia robustos para proteger as identidades de máquinas e garantir que todas as comunicações sejam seguras. A adoção de protocolos de criptografia modernos e a manutenção dos mais altos padrões criptográficos fortalecem a segurança, eliminando possíveis vulnerabilidades que os invasores poderiam explorar. 

Monitore e audite regularmente as identidades de máquinas

A melhor defesa é um bom ataque — e o monitoramento e a auditoria regulares são vitais. Ao monitorar ativamente as identidades de máquinas e analisar padrões de comportamento, as equipes de segurança podem identificar rapidamente quaisquer anomalias que possam indicar atividades maliciosas. A configuração de monitoramento contínuo garante que quaisquer tentativas de acesso não autorizado ou comportamentos incomuns sejam detectados precocemente.

Randomize e revogue credenciais

Assim como as senhas humanas, as credenciais de máquinas precisam ser atualizadas regularmente para evitar o uso indevido delas. A randomização e a revogação de credenciais são práticas essenciais no gerenciamento de identidades de máquinas. Se as credenciais de uma máquina forem comprometidas ou ficarem desatualizadas, os invasores poderão usá-las para obter acesso. A randomização regular de chaves e a revogação de credenciais desnecessárias ou expostas reduzem significativamente o risco de exploração.

Relatório de Investigação de Ameaças 2024

No Relatório de Investigação de Ameaças 2024 da CrowdStrike, a CrowdStrike revela as mais recentes táticas de mais de 245 adversários modernos e mostra como esses adversários continuam a evoluir e emular o comportamento de usuários legítimos. Obtenha insights para ajudar a impedir ataques aqui. 

Baixe agora

Gerencie as identidades de suas máquinas com a CrowdStrike

Na realidade, os invasores nem sempre invadem o sistema; muitas vezes, eles usam credenciais roubadas e simplesmente fazem login. Identidades de máquinas fracas ou não gerenciadas oferecem a oportunidade perfeita para que cibercriminosos explorem mecanismos legítimos de autenticação e obtenham acesso. Organizações que não levam a sério o gerenciamento de identidade de máquinas se expõem a uma série de riscos, como interrupções de serviço, comprometimentos de dados e penalidades regulamentares.

Com a crescente adoção da computação em nuvem pelas empresas, e o número cada vez maior de dispositivos interconectados, o gerenciamento de identidade de máquinas tornou-se um pilar da cibersegurança moderna. Com as ferramentas e práticas de MIM adequadas, como gerenciamento robusto de certificados, criptografia e autenticação contínua, as organizações podem construir um ambiente digital mais seguro e resistente a ciberataques. 

A CrowdStrike lidera a segurança de identidade de máquinas com o CrowdStrike Falcon® Next-Gen Identity Security, que unifica a segurança para identidades não humanas — como contas de serviço — em ambientes de nuvem e locais. A solução Falcon Next-Gen Identity Security detecta identidades não humanas em toda a infraestrutura de identidades e aplica dinamicamente autenticação multifatorial (MFA) condicional com base em avaliações de risco realizadas em tempo real. Essa abordagem abrangente permite que as organizações identifiquem, gerenciem e protejam rapidamente todas as identidades não humanas, eliminando pontos cegos e fortalecendo sua postura geral de segurança.

Ryan Terry é Gerente Sênior de Marketing de Produtos na CrowdStrike, focado em segurança de identidade. Ele tem mais de 10 anos de experiência em marketing de produtos em cibersegurança e trabalhou anteriormente na Symantec, Proofpoint e Okta. Ryan é mestre em Administração de Empresas (MBA) pela Universidade Brigham Young.