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Introdução ao monitoramento de identidades

A proliferação de serviços na nuvem e ambientes de TI híbridos expandiu a superfície de ataque a identidades, aumentando o risco de roubo de credenciais, uso indevido de privilégios e movimento lateral por parte de adversários.

Os usuários acabam com múltiplas identidades digitais — geralmente um endereço de e-mail corporativo com logon único (SSO) — cada uma com diferentes funções, níveis de acesso e identidades que um usuário pode assumir com um conjunto distinto de credenciais.

Cada identidade em um sistema aumenta a superfície de ataque de uma organização, representando um vetor que pode ser usado pelos invasores para comprometer os sistemas para vazar dados confidenciais ou instalar ransomware. Para prevenir ataques baseados em identidade, as organizações devem implementar o monitoramento contínuo de identidades para detectar padrões de acesso suspeitos e aplicar controles de segurança em tempo real.

Este artigo explora o monitoramento de identidade, seus principais componentes, seus benefícios e desafios e o que as organizações podem fazer para proteger suas identidades digitais.

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O que é monitoramento de identidades?

O monitoramento de identidades é a análise contínua da atividade de autenticação, dos padrões de acesso e das alterações de privilégios para detectar ameaças baseadas em identidade e prevenir o acesso não autorizado.

Quando os invasores comprometem as credenciais do usuário, eles geralmente elevam privilégios, movem-se lateralmente dentro da rede ou exploram erros de configuração na nuvem para obter acesso persistente. O monitoramento de identidades detecta esses desvios em tempo real para impedir que as ameaças se espalhem. O monitoramento de identidades estabelece a referência da atividade normal do usuário para identificar esses indicadores de ataque e pode acionar respostas automáticas quando ocorre um desvio dessa referência. 

O monitoramento ativo de identidades desempenha um papel fundamental na proteção contra roubo de identidade, pois:

  • Mitiga os riscos relacionados à conta, ajudando a detectar roubo de identidade ou acesso não autorizado no momento em que ocorre, e não em uma análise posterior que é realizada dias ou semanas depois. 
  • Protege informações confidenciais e sistemas críticos, limitando os danos que um invasor pode causar com uma conta comprometida.

Funções principais

Soluções eficazes de monitoramento de identidades ajudam as organizações a definir o comportamento normal do usuário, detectar atividades suspeitas e enfrentar ameaças como o comprometimento de contas. Vamos analisar cada uma das três funções principais do monitoramento de identidades para entender como elas funcionam na prática. 

Nº 1: Estabelecer uma referência do que é o comportamento normal (definir um “pulso”) 

As soluções de monitoramento de identidades definem o padrão regular do comportamento do usuário. Esse padrão, também conhecido como "pulso", é a referência usada para detectar desvios que podem indicar uma ameaça. Uma solução de monitoramento de identidades analisa padrões de autenticação, locais de acesso, níveis de confiança de dispositivos e uso de privilégios para estabelecer uma referência comportamental e atribuir classificações de risco a desvios da atividade normal.

Nº 2: Monitorar permissões de acesso e alterações de privilégios

Além de estabelecer uma referência, o monitoramento de identidades rastreia quaisquer alterações no pulso estabelecido, como aumentos nas permissões de acesso ou mudanças nas alocações de privilégios. Isso é útil mesmo nos casos em que não ocorre nenhum ataque ativo relacionado à conta. Por exemplo, é importante observar se um usuário aumenta os privilégios de uma identidade para acessar informações confidenciais de cartão de crédito em um sistema compatível com PCI, mesmo que o funcionário o tenha feito de forma legítima.

Nº 3: Identificar sinais de uso indevido de credenciais ou de comprometimento de contas

A última função essencial do monitoramento de identidade envolve a detecção de sinais de uso indevido de credenciais ou de comprometimento de contas. Isso inclui horários de login anormais para o usuário ou um usuário alterando seus privilégios de uma forma que nunca fez antes, o que pode ser um indicador de um ataque de elevação de privilégios.

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Os quatro componentes do monitoramento de identidades

Embora existam diversas ferramentas de monitoramento de identidades que as organizações podem implementar, todas as soluções eficazes desse tipo devem incluir as seguintes capacidades principais. 

1. Detecção em tempo real

As capacidades de detecção em tempo real acionam alertas para comportamentos suspeitos, assim que eles ocorrem. O monitoramento é contínuo — por exemplo, seguir um fluxo de auditoria de um provedor de identidade. Isso possibilita ações de resposta em tempo real, como bloquear sessões suspeitas, revogar credenciais comprometidas e impor autenticação adaptativa para usuários de alto risco.

2. Análise comportamental 

A análise comportamental identifica padrões de referência para cada usuário e rastreia uma série de comportamentos, incluindo o horário em que o usuário faz login, quanto tempo ele permanece no sistema e o nível de acesso utilizado. Essa referência pode então ser usada para determinar valores discrepantes. As ferramentas de monitoramento de identidades usam esses padrões para detectar anomalias — quando a identidade age de uma forma que não corresponde à referência — e geram um alerta ou bloqueiam o comportamento anormal.

3. Controle de acesso e gerenciamento de privilégios

O monitoramento de identidades utiliza o PoLP (princípio do privilégio mínimo) para detectar elevações de privilégios não autorizadas, reduzir a superfície de ataque e garantir que os usuários recebam apenas o acesso necessário. Isso também garante que os direitos de acesso sejam revistos e ajustados regularmente. Por meio do monitoramento de identidades, os departamentos de TI conseguem visualizar e gerenciar melhor os controles de identidade dos usuários em toda a organização. Além disso, as ferramentas de monitoramento de identidades podem impor políticas rigorosas para contas privilegiadas/de nível raiz, no intuito de reduzir o risco de comprometimento de contas privilegiadas e, consequentemente, de incidentes de alto impacto. 

4. Integração perfeita de gerenciamento de identidade e acesso (IAM)

Uma boa ferramenta de monitoramento de identidades deve se integrar perfeitamente a um IAM (sistema de gerenciamento de identidade e acesso). Isso permite que as equipes de segurança coordenem ações ao bloquear contas ou sinalizar comportamentos de alto risco. Os sistemas de IAM são cruciais para gerenciar o acesso a sistemas de TI, e uma configuração incorreta das permissões do IAM representa uma séria ameaça à privacidade das informações. 

Benefícios do monitoramento de identidades para os negócios

O monitoramento de identidades é um aspecto importante da segurança empresarial moderna. Ele complementa diretamente outros objetivos de segurança essenciais e mitiga múltiplos riscos do mundo real. Isso traz benefícios específicos.

Melhoria da postura de segurança 

Os ataques baseados em identidade tornaram-se tão comuns que estão causando medo de falência nas organizações. A detecção em tempo real impede que os adversários estabeleçam persistência, evitando abuso de privilégios, movimento lateral e exfiltração de dados. Ao restringir as identidades que apresentam comportamento atípico ou que elevam seus privilégios de maneiras inéditas, as organizações se tornam mais resistentes a esse tipo de ataque. 

Conformidade e prontidão para auditoria

O GDPR, a HIPAA e o SOC 2 possuem procedimentos e padrões relacionados à proteção de dados. A utilização de um sistema de monitoramento de identidades demonstra para auditores e clientes a conformidade com as regulamentações para proteger os dados do usuário e da organização contra ataques baseados em identidade. As soluções de monitoramento de identidades automatizam a geração de relatórios de conformidade, rastreando logs de atividades de identidade, alterações no controle de acesso e aplicação de políticas de segurança, simplificando as auditorias para frameworks como GDPR, HIPAA e SOC 2.

Operações de TI e segurança simplificadas 

Ferramentas que operam em tempo real aumentam a visibilidade das etapas realizadas por cada identidade, tornando a resposta a incidentes (IR) mais rápida e eficaz. O monitoramento de identidades também reduz as workloads da equipe de segurança. Sem uma solução de monitoramento de identidades, as equipes de segurança ficam responsáveis por revisar manualmente os logs de auditoria e responder de forma reativa a incidentes de segurança.

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Desafios e limitações

Embora o monitoramento de identidades seja útil, ele não é a solução definitiva para todos os problemas de segurança. Nesta seção, vamos analisar os desafios e limitações comuns que podem reduzir a eficácia do monitoramento de identidades. 

Falsos-positivos e falso-negativos

As organizações precisam ser cautelosas na seleção de ferramentas devido aos desafios que o monitoramento de identidade apresenta. Um grande volume de falsos positivos e falsos negativos pode reduzir a confiança na ferramenta. As organizações devem equilibrar a sensibilidade e a precisão dos alertas. A análise orientada por IA refina continuamente os modelos de detecção de risco, reduzindo os falsos positivos e melhorando a detecção de novas ameaças à identidade.

Problemas de escalabilidade

À medida que a infraestrutura de TI de uma organização cresce, também aumenta o volume de identidades que precisam ser monitoradas em diversos sistemas (multinuvem, locais etc.). Uma solução de monitoramento de identidades precisa ser capaz de lidar com grandes volumes de dados em ambientes complexos, portanto, a ferramenta deve ser escalável de acordo com as necessidades da organização. Dessa forma, as organizações não são forçadas a trocar e reaprender a usar ferramentas à medida que crescem.

Complexidade de integração

As ferramentas de monitoramento de identidades também apresentam complexidades de integração. As soluções modernas de segurança de identidade integram-se nativamente com plataformas de IAM, EDR e SIEM, garantindo visibilidade completa em ambientes híbridos e multinuvem. Caso contrário, continuariam existindo silos de dados que, em última análise, não seriam utilizáveis pelas equipes de segurança nem úteis para a organização.

Para lidar com isso, as organizações precisam de uma ferramenta que consiga gerenciar a complexidade da integração e que seja compatível com todos os diferentes tipos de identidades utilizadas pela organização.

Proteja suas identidades digitais com a CrowdStrike

Os ataques baseados em identidade continuam aumentando, com os adversários usando credenciais roubadas e técnicas que burlam a MFA para se infiltrar em organizações. O monitoramento proativo de identidades detecta e previne essas ameaças antes que elas se agravem. As soluções de monitoramento de identidades protegem os sistemas analisando o comportamento do usuário em tempo real, integrando-se a sistemas de IAM e controles de acesso para identificar ataques e mitigar ameaças. 

Para proteger suas identidades digitais em escala, o CrowdStrike Falcon® Next-Gen Identity Security oferece detecção de ameaças à identidade em tempo real, mitigação proativa de riscos e capacidades de resposta automatizada para impedir que os adversários explorem credenciais comprometidas. A solução proporciona maior visibilidade em todos os sistemas de TI para detectar anomalias relacionadas a identidades e níveis de privilégio, além de proteger as credenciais usadas por identidades digitais. O CrowdStrike Falcon® Next-Gen Identity Security também se integra perfeitamente à sua infraestrutura de segurança existente e pode ser implementado com o mínimo de interrupção, fortalecendo suas defesas e sua postura de segurança.

Ryan Terry é Gerente Sênior de Marketing de Produtos na CrowdStrike, focado em segurança de identidade. Ele tem mais de 10 anos de experiência em marketing de produtos em cibersegurança e trabalhou anteriormente na Symantec, Proofpoint e Okta. Ryan é mestre em Administração de Empresas (MBA) pela Universidade Brigham Young.