Introdução à perícia forense em nuvem
A ocorrência de intrusões na nuvem está aumentando a uma taxa sem precedentes e, assim como em um ataque de instalações físicas, a remediação desses ataques exige um trabalho de perícia forense diligente. No entanto, a perícia forense digital convencional não leva em consideração os aspectos únicos da infraestrutura em nuvem, sua natureza distribuída e a falta de acessibilidade física.
O que é perícia forense em nuvem?
A perícia forense em nuvem é um ramo altamente especializado da perícia digital, capaz de conduzir investigações em ambientes de nuvem durante e após um ataque. Devido à crescente dependência das organizações em relação às plataformas em nuvem, a perícia forense em nuvem está se tornando rapidamente um pilar vital da cibersegurança.
Neste artigo, analisaremos detalhadamente os objetivos, desafios e processos das investigações forenses em nuvem.
Principais objetivos da perícia forense em nuvem
A perícia forense em nuvem é essencial para detectar, conter e documentar um ataque. As organizações podem usar a perícia forense em nuvem para obter insights importantes para remediar problemas existentes e prevenir incidentes futuros. As seções abaixo exploram os principais objetivos da perícia forense em nuvem.
Preservação de evidências
A preservação de evidências é uma das principais prioridades da perícia forense em nuvem. Após um ataque bem-sucedido, os invasores costumam tentar encobrir seus rastros, alterando ou destruindo evidências. Ações como garantir e manter a integridade dos logs de aplicações e auditoria, instantâneos de dados e outros rastros digitais são fundamentais nesse processo.
Detecção de incidentes
A perícia forense em nuvem desempenha um papel significativo na análise pós-incidente. No entanto, não se trata estritamente de uma técnica para uso pós-incidente. A perícia forense em nuvem ajuda as organizações a serem proativas na detecção de incidentes e pode auxiliar as equipes a identificar os IoCs antes que os atores de ameaças consigam concluir um ataque.
Análise e atribuição
A análise e a atribuição de dados também são fundamentais para a perícia forense em nuvem. O objetivo da análise e atribuição é identificar a origem de um ataque e minimizar a possibilidade de ataques semelhantes no futuro. A análise de logs, tráfego de rede e informações de eventos fornece pistas que podem atribuir um ataque ou comportamento suspeito a um ator específico.
Contenção e mitigação
É comum que ocorram ataques de segurança, mesmo em organizações que implementaram boas práticas de segurança. A contenção e mitigação de ameaças podem minimizar o impacto de um ataque.
A perícia forense em nuvem auxilia nesse processo, isolando sistemas comprometidos e reduzindo o risco de movimento lateral.
Documentação e relatórios
A perícia forense em nuvem exige documentação completa para dar suporte a processos judiciais relacionados a incidentes, além de orientar a análise de ataques e o desenvolvimento de controles de segurança futuros.
Medidas rigorosas de preservação e divulgação de dados garantem que as informações relevantes possam ser consultadas para análises tanto legais quanto operacionais.
Desafios únicos na perícia forense em nuvem
A natureza remota e distribuída da nuvem cria desafios distintos para alcançar os objetivos da perícia forense em nuvem. Para obter ótimos resultados, os analistas de segurança devem considerar as inúmeras diferenças entre a perícia forense em ambientes locais e em nuvem, bem como as considerações legais específicas que os ambientes de nuvem introduzem.
Diferenças em relação à perícia forense tradicional
Em geral, os provedores de nuvem não permitem que analistas de segurança terceirizados acessem o hardware físico em seus data centers, portanto, os analistas precisam utilizar diversas ferramentas virtuais para realizar suas investigações.
A natureza efêmera dos componentes da infraestrutura em nuvem, como máquinas virtuais e containers, dificulta as investigações ainda mais, especialmente ao coletar evidências que dependem do tempo.
Os dados na nuvem geralmente estão distribuídos por diversas regiões geográficas, cada uma com diferentes requisitos legais, regulatórios e de conformidade, o que complica ainda mais as investigações.
A coleta de evidências na nuvem deve levar em consideração que a infraestrutura de nuvem é normalmente compartilhada entre vários clientes, portanto, os investigadores devem evitar interferir nos sistemas de outras organizações que também são clientes de um provedor de nuvem compartilhado.
Considerações legais e de conformidade
A natureza global da nuvem significa que os investigadores muitas vezes têm de lidar com múltiplas jurisdições legais, cada uma com as suas próprias leis e regulamentos. As leis que regulamentam a transferência de dados entre fronteiras podem complicar ainda mais as investigações.
A privacidade dos dados é uma das principais preocupações dos reguladores, portanto, os analistas forenses devem garantir que os dados dos tenants da nuvem nunca sejam acessados ou adulterados. É necessária precisão cirúrgica na coleta e análise de evidências para garantir que apenas os dados relevantes sejam acessados.
Na perícia forense em nuvem, aderir a uma cadeia de custódia rígida é essencial para garantir a integridade e a autenticidade das evidências. Para preservar a admissibilidade das evidências no processo legal, os analistas devem ser capazes de comprovar que os dados coletados não foram alterados de forma alguma.
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Baixe agoraProcesso de investigação forense em nuvem
O processo de investigação forense consiste em diversas etapas — algumas das quais podem ser executadas simultaneamente — começando durante um ataque e terminando com um relatório minuciosamente documentado, útil em processos judiciais.
Contenção e remediação de incidentes
Esta etapa do processo começa enquanto o ataque ainda está em andamento. A primeira tarefa da perícia forense em nuvem é interromper a progressão do ataque, enquanto simultaneamente tenta remediar quaisquer plataformas afetadas para voltar à normalidade.
Coleta e preservação de dados
Dada a natureza transitória de muitos recursos em nuvem, a coleta de dados deve ser rápida e abrangente. Nesta etapa, os analistas utilizam ferramentas de monitoramento e observabilidade em nuvem, bem como plataformas de registros de auditoria.
Os instantâneos da infraestrutura são úteis na fase de coleta de dados, pois capturam o estado dos sistemas e dos dados no momento do impacto, fornecendo registros confiáveis para análise antes que eles sejam perdidos ou alterados no ambiente dinâmico da nuvem.
Análise e correlação de incidentes
Depois que coletam dados suficientes, os investigadores podem realizar uma análise minuciosa, tentando identificar certos padrões que possam levar a evidências concretas e a uma compreensão mais profunda da evolução do ataque. Isso envolve correlacionar logs, métricas e outras fontes de dados para descobrir conexões e pistas.
Relatórios e revisão
Após uma análise aprofundada, é necessário elaborar um relatório detalhado que resuma todas as descobertas críticas feitas durante o processo. Este relatório é utilizado para informar as partes interessadas, cumprir os requisitos regulatórios e fornecer insights acionáveis para aprimorar as medidas de segurança.
O processo de revisão também oferece às equipes de segurança a oportunidade de destacar áreas que precisam ser aprimoradas para evitar eventos semelhantes no futuro.
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O aumento da frequência de intrusões na nuvem exige uma abordagem mais proativa em relação à segurança em nuvem. Caso ocorra um ataque, o processo de perícia forense em nuvem deve ser iniciado imediatamente. Os serviços de perícia forense em nuvem da CrowdStrike são conduzidos por uma equipe de especialistas altamente qualificados em segurança em nuvem, com vasta experiência em lidar com os desafios de cibersegurança mais complexos.
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