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O que é Cloud Jacking?

Com a adoção generalizada da infraestrutura na nuvem, os cibercriminosos evoluíram suas táticas para explorar novas oportunidades de acesso. Uma ameaça cada vez maior é o cloud jacking, ou sequestro de conta na nuvem, na qual um invasor assume o controle de uma conta na nuvem. Essa tática é motivo de crescente preocupação, como evidenciado pelo significativo aumento de 75% nas intrusões em ambientes de nuvem observadas em 2023, em comparação com o ano anterior. Ao comprometer credenciais ou explorar vulnerabilidades, os invasores podem infiltrar-se em contas baseadas na nuvem, manipular recursos, roubar dados confidenciais e até interromper serviços.

Quais métodos são usados para o cloud jacking?

O cloud jacking pode ser executado por diversos métodos sofisticados, cada um mirando diferentes vulnerabilidades em ambientes de nuvem. Confira a seguir alguns dos métodos mais comuns:

Credenciais comprometidas

Uma das formas de realizar o cloud jacking é por meio de credenciais comprometidas. Os adversários dispõem de muitas ferramentas para comprometer essas credenciais, como password spraying, ataques de força bruta, comprometimento de e-mail corporativo e brokers de acesso. Golpes de phishing e suas variações (ou seja, SMiShing, vishing etc.) são algumas das formas mais comuns de roubo de credenciais sensíveis.  

Phishing é um golpe em que o invasor se passa por uma pessoa ou organização idônea com a intenção de roubar credenciais. Ao mirar contas na nuvem, os cibercriminosos lançam ataques de phishing para enganar os usuários e obter seus dados de login. Essas tentativas de phishing geralmente vêm disfarçadas de e-mails legítimos, enganando os usuários para que insiram suas informações de login em sites falsos criados para imitar portais reais de serviços em nuvem.

Exploração de vulnerabilidades

Os cibercriminosos exploram vulnerabilidades em serviços em nuvem para obter acesso não autorizado. Sejam configurações incorretas de nuvem, bugs de software ou sistemas não corrigidos, essas vulnerabilidades na nuvem oferecem aos invasores um ponto de entrada para infiltrar contas e manipular recursos da nuvem.

Ataques man-in-the-cloud

Os ataques man-in-the-cloud, semelhantes aos ataques man-in-the-middle, envolvem a interceptação de tokens de sessão usados para autenticar serviços em nuvem. Dessa forma, os invasores conseguem burlar a necessidade de credenciais de login, tornando esses ataques particularmente difíceis de detectar e combater, já que não envolvem o roubo de senhas.

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Quais são as consequências de um ataque cloud jacking?

O impacto do cloud jacking pode ser devastador para as empresas, levando a uma série de consequências graves que vão muito além do comprometimento inicial da conta. Aqui estão algumas das consequências mais críticas que as organizações enfrentam quando suas contas em nuvem são vítimas de invasores:

Roubo de dados

Quando invasores conseguem acesso não autorizado a contas na nuvem, o roubo de dados confidenciais costuma ser o principal objetivo. Pode incluir informações valiosas sobre clientes, propriedade intelectual exclusiva e registros financeiros confidenciais. Uma vez roubados, esses dados podem ser vendidos na dark web, usados para roubo de identidade ou explorados em ataques subsequentes, causando danos de longo prazo para a organização.

Interrupção do serviço

Quando invasores assumem o controle da conta de nuvem de uma organização, eles podem causar estragos ao interromper os serviços em nuvem, o que pode gerar tempos de inatividade e interrupções operacionais significativas. A continuidade dos negócios poderá ser afetada se as organizações perderem o acesso a serviços essenciais, causando redução da produtividade e perdas financeiras potencialmente enormes. Para empresas que dependem da nuvem, mesmo interrupções de curto prazo podem ter impactos graves e duradouros.

Maiores riscos à segurança

Contas na nuvem comprometidas podem ser usadas para lançar novos ataques dentro da organização. Com privilégios elevados, os invasores podem manipular sistemas, adicionar ou excluir usuários, modificar direitos de acesso ou até mesmo enviar e-mails passando-se pela identidade comprometida. Além disso, eles podem implementar uma máquina virtual maliciosa na nuvem e lançar o ataque a partir dali. Essas e várias outras ações que os invasores podem realizar podem levar a ataques mais extensos, infiltração mais profunda e um aumento geral no risco à segurança da organização, tornando a recuperação cara e complexa.

Como se proteger contra o cloud jacking

Para se defender contra o cloud jacking, as organizações precisam de uma abordagem proativa que sirva tanto para as vulnerabilidades técnicas quanto para as relacionadas ao usuário. Ao implementar as estratégias a seguir, as empresas podem reduzir significativamente o risco de cloud jacking de contas:

Implementar autenticação forte

A autenticação multifatorial (MFA) é uma defesa crucial contra o cloud jacking, pois adiciona uma camada essencial de segurança além das senhas tradicionais. A MFA exige que os usuários forneçam dois ou mais fatores de verificação, como algo que eles sabem (uma senha), algo que eles possuem (um dispositivo móvel) ou algo que eles são (uma impressão digital), para obter acesso às suas contas. Com a MFA implementada, mesmo que os invasores obtenham as credenciais, não conseguirão acessar as contas facilmente sem passar por verificações de segurança adicionais.

Auditorias de segurança regulares

Realizar auditorias de segurança e avaliações de vulnerabilidade regulares é vital para identificar riscos de segurança em serviços em nuvem. Ao avaliar proativamente as medidas e configurações de segurança, as organizações podem identificar e remediar vulnerabilidades antes que os invasores as explorem. Essas auditorias devem incluir verificações minuciosas dos controles de acesso, da conformidade com as políticas de segurança e da revisão das configurações para garantir que estejam alinhadas com as práticas recomendadas. Avaliações consistentes ajudam a corrigir as lacunas existentes e garantem que a organização permaneça vigilante contra ameaças que evoluem constantemente.

Treinamento de funcionários

Treinar os funcionários é crucial para fortalecer as defesas de uma organização contra o cloud jacking. Ao capacitar os funcionários para reconhecer tentativas de phishing e táticas de engenharia social, as empresas podem reduzir significativamente o risco de os usuários exporem involuntariamente as credenciais de suas contas na nuvem. Sessões regulares de treinamento e exercícios simulados de phishing podem promover a conscientização e capacitar os funcionários a serem vigilantes na proteção de informações confidenciais.

Configurações seguras na nuvem

Manter configurações seguras na nuvem é um esforço contínuo. Garantir que as configurações sigam as práticas recomendadas e sejam atualizadas rotineiramente é essencial para prevenir vulnerabilidades. Ferramentas automatizadas podem ajudar a monitorar e aplicar padrões de segurança, mantendo as configurações alinhadas com as ameaças que evoluem constantemente.

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Conclusão

O cloud jacking representa uma ameaça significativa, especialmente porque as empresas dependem cada vez mais de serviços em nuvem. Ao compreender os métodos utilizados pelos invasores e implementar medidas de segurança robustas, as organizações podem proteger seus ambientes em nuvem com eficácia. Tomar medidas proativas — como adotar autenticação forte, realizar auditorias de segurança regulares, treinar funcionários e garantir configurações seguras na nuvem — é essencial para se proteger contra o cloud jacking e garantir a segurança de ativos valiosos baseados na nuvem. Ao priorizar essas estratégias, as empresas podem aumentar a resiliência contra essa ameaça crescente e manter a integridade de seus dados e operações.

Karishma Asthana é Gerente Sênior de Marketing de Produtos para segurança de nuvem na CrowdStrike, sediada em Nova York. Ela é bacharel em Ciência da Computação pelo Trinity College. Com formação em engenharia de software e testes de penetração, Karishma aproveita sua formação técnica para conectar os pontos entre avanços tecnológicos e valor para o cliente. Tem mais de 5 anos de experiência em marketing de produtos nas áreas de segurança de endpoint e nuvem.