Definição de segurança de TI
Segurança de TI é o termo abrangente usado para descrever as estratégias, métodos, soluções e ferramentas coletivas usadas para proteger a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados e ativos digitais da organização.
Uma estratégia abrangente de segurança de TI aproveita uma combinação de tecnologias avançadas e recursos humanos para prevenir, detectar e remediar uma variedade de ciberameaças e ciber ataques. Ela incluirá proteção para todos os sistemas de hardware, aplicações de software e endpoints, bem como a própria rede e seus vários componentes, como data centers físicos ou baseados em nuvem.
Por que você precisa de segurança de TI?
Na última década, praticamente todos os aspectos dos negócios migraram para o ambiente on-line. Isso coloca todas as organizações em risco de se tornarem alvos de um ciber ataque, cujo objetivo pode ser roubar informações confidenciais, como dados de clientes e detalhes de pagamento, propriedade intelectual ou segredos comerciais, ou simplesmente prejudicar a reputação da organização.
Além disso, a crescente popularidade do trabalho remoto, a mudança para a nuvem, bem como a propagação de dispositivos conectados, forneceram aos hackers e outros ciber criminosos possibilidades quase ilimitadas para lançar um ataque. Essa superfície de ataque expandida, combinada com a crescente sofisticação dos adversários digitais, exigiu que as organizações fortalecessem suas práticas de segurança e as atualizasse para proteger os ativos baseados na nuvem, em particular.
Até certo ponto, a segurança de TI é uma questão de lei. Alguns países exigem legalmente que as empresas invistam no desenvolvimento e na implementação de conceitos de segurança de TI, enquanto outras regiões fornecem normas rigorosas relacionadas à privacidade e segurança de dados.
Tipos de segurança de TI
Segurança de TI é um termo abrangente que incorpora qualquer plano, medida ou ferramenta destinada a proteger os ativos digitais de uma organização. Os elementos da segurança de TI incluem:
Cibersegurança é o ato de defender ativos digitais, incluindo redes, sistemas, computadores e dados de ciber ataques.
Segurança de endpoint, ou proteção de endpoint, é o processo de proteger o endpoint de uma rede – como desktops, laptops e dispositivos móveis – contra atividades maliciosas.
Segurança em nuvem é o termo coletivo para a estratégia e soluções que protegem uma infraestrutura em nuvem, e qualquer serviço ou aplicação hospedada dentro de seu ambiente de nuvem, de ciberameaças.
Segurança da aplicação refere-se às medidas tomadas para reduzir a vulnerabilidade no nível da aplicação para evitar que dados ou códigos dentro da aplicação sejam roubados, vazados ou comprometidos.
Segurança de rede refere-se às ferramentas, tecnologias e processos que protegem a rede e a infraestrutura crítica de ciber ataques e atividades nefastas. Ela inclui uma combinação de medidas preventivas e defensivas projetadas para negar acesso não autorizado a recursos e dados.
A segurança de containers é o processo contínuo de proteção de containers — bem como do pipeline de containers, infraestrutura de implantação e fornecimento — contra ciberameaças.
Segurança da IoT é uma subseção da cibersegurança que foca na proteção, monitoramento e remediação de ameaças relacionadas à Internet das Coisas (IoT) e à rede de dispositivos IoT conectados que coletam, armazenam e compartilham dados pela Internet.
A diferença entre segurança de TI e segurança da informação (InfoSec)
Às vezes usados de forma intercambiável, segurança de TI e segurança da informação (InfoSec) são dois conceitos distintos. A principal diferença entre os dois termos tem a ver com a forma como os dados são armazenados e, por extensão, como eles são protegidos.
InfoSec refere-se à proteção de dados, não importa sua forma. Isso pode se referir à proteção de dados armazenados eletronicamente, bem como a medidas de segurança física, como trancar armários de arquivo ou exigir chaves de acesso para entrar em um escritório.
A segurança de TI, por outro lado, limita-se a proteger dados e outros ativos apenas em formato digital.
Expert Tip
As equipes de TI e de segurança da informação precisam trabalhar juntas com frequência para determinar onde focar recursos, muitas vezes limitados, quando se trata de correção e abordagem de vulnerabilidades de segurança. Saiba mais sobre o processo de gerenciamento de correções e melhores práticas:
A diferença entre segurança de TI e cibersegurança
Outra distinção importante pode ser feita entre segurança de TI e cibersegurança.
Cibersegurança refere-se à proteção da organização contra acesso não autorizado e ataques maliciosos.
A segurança de TI, em comparação, é mais ampla por natureza. Inclui quaisquer capacidades que ajudem a proteger e preservar a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados contra qualquer ameaça digital. Isso pode incluir proteção contra problemas de segurança que não são maliciosos por natureza, como componentes de hardware defeituosos ou configurações inadequadas do sistema.
Riscos de segurança de TI
A segurança de TI pode ser dividida em duas áreas principais: interrupções do sistema e ataques maliciosos direcionados.
Uma interrupção do sistema pode incluir a interrupção temporária das operações comerciais devido a qualquer componente do sistema, como hardware defeituoso, falhas de rede ou falhas de software. Nesses cenários, a empresa corre o risco de perder receitas devido à inoperabilidade ou à possibilidade de danos à reputação.
Embora manter a operação completa do sistema seja uma parte importante da segurança de TI, o aspecto mais urgente está relacionado aos ciber ataques, muitos dos quais são projetados para acessar ou roubar dados e outras informações confidenciais. Ciber ataques comuns incluem:
Ameaças Persistentes Avançadas (APTs)
Uma ameaça persistente avançada (APT) é um ciber ataque sofisticado contínuo no qual um invasor estabelece uma presença não detectada em uma rede para roubar dados confidenciais por um longo período de tempo. Um ataque APT é cuidadosamente planejado e projetado para se infiltrar em uma organização específica, driblar as medidas de segurança existentes e passar despercebido.
Malware (software malicioso) é um termo usado para descrever qualquer programa ou código criado com a intenção de causar danos a um computador, rede ou servidor. Os tipos comuns de malware incluem vírus, ransomware, keyloggers, trojans, worms e spyware.
Phishing é um tipo de ciber ataque que usa e-mail, SMS, telefone ou mídia social para induzir a vítima a compartilhar informações pessoais, como senhas ou números de conta, ou a baixar um arquivo malicioso que instalará vírus em seu computador ou telefone.
Um ataque de negação de serviços (DoS) é um ataque malicioso e direcionado que inunda uma rede com solicitações falsas, a fim de interromper as operações comerciais. Em um ataque DoS, os usuários não conseguem executar tarefas rotineiras e necessárias, como acessar e-mails, sites, contas on-line ou outros recursos que são operados por um computador ou rede comprometidos.
Um ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) é uma tentativa de atores maliciosos de reproduzir um serviço ou sistema (por exemplo, servidor, recurso de rede ou até mesmo uma transação específica) como indisponível ao inundar o recurso com solicitações.
Uma botnet é uma rede de computadores comprometidos que são supervisionados por um canal de comando e controle (C&C). A pessoa que opera a infraestrutura de comando e controle, o bot herder ou botmaster, usa os computadores comprometidos, ou bots, para lançar ataques projetados para derrubar a rede de um alvo, injetar malware, coletar credenciais ou executar tarefas que exigem uso intensivo de CPU.
Ameaças Internas
Uma ameaça interna é um ataque de cibersegurança que se origina dentro da organização, normalmente por meio de um funcionário atual ou ex-funcionário.
Melhores práticas de segurança de TI
Apesar da prevalência do termo segurança de TI, a segurança não é “um problema de TI”. E não é um problema que será resolvido somente pela tecnologia. Para elaborar uma estratégia de cibersegurança abrangente e eficaz, a organização deve considerar suas políticas, processos e tecnologias em todas as funções do negócio. Além disso, todos os usuários da rede devem ser adequadamente treinados para praticar um comportamento on-line responsável, bem como identificar os sinais de ataques comuns à rede.
Uma estratégia abrangente de cibersegurança é absolutamente essencial no mundo conectado de hoje. As estratégias de cibersegurança mais eficazes combinam recursos humanos com soluções tecnológicas avançadas, como IA, ML e outras formas de automação inteligente para melhor detectar atividades anormais e aumentar o tempo de resposta e remediação.
Os componentes de uma estratégia abrangente de segurança de TI incluem:
Detecção e resposta de endpoint (EDR) é uma solução abrangente que identifica e contextualiza atividades suspeitas para ajudar a equipe de segurança a priorizar os esforços de resposta e remediação no caso de um ataque de segurança.
Detecção e resposta gerenciada (MDR) é um serviço de cibersegurança que combina tecnologia e expertise humana para realizar investigação de ameaças, monitoramento e resposta. O principal benefício da MDR é ajudar a identificar e limitar rapidamente o impacto das ameaças sem precisar de mais pessoal.
Resposta a incidentes (IR) refere-se às etapas que a organização executa para se preparar para detectar, conter e se recuperar de um comprometimento de dados. Este componente normalmente culmina no desenvolvimento de um plano de resposta a incidentes, que é um documento que descreve as etapas e procedimentos que a organização executará no caso de um incidente de segurança.
O antivírus de próxima geração (NGAV)) utiliza uma combinação de inteligência artificial, detecção comportamental, algoritmos de machine learning e mitigação de exploit, para que ameaças conhecidas e desconhecidas possam ser antecipadas e evitadas imediatamente.
O teste de intrusão, ou "pen testing" (teste de penetração), é a simulação de ataques reais para testar as capacidades de detecção e resposta de uma organização.