O que é segurança de endpoint?
Segurança de endpoint, ou proteção de endpoint, é a abordagem da cibersegurança de defesa de endpoints (como desktops, laptops e dispositivos móveis) contra atividades mal-intencionadas.
Uma plataforma de proteção de endpoint (EPP) é uma solução usada para detectar e prevenir ameaças à segurança, como ataques de malware baseado em arquivo, entre outras atividades mal-intencionadas. Ela também fornece as capacidades de investigação e remediação necessárias para responder a incidentes e alertas de segurança dinâmicos.
O que é considerado um endpoint?
Um endpoint é qualquer dispositivo que se conecta à rede corporativa fora do firewall. Exemplos de dispositivos de endpoint incluem:
- Laptops
- Tablets
- Dispositivos móveis
- Dispositivos de Internet das Coisas (IoT)
- Sistemas de ponto de venda (POS)
- Switches
- Impressoras digitais
- Outros dispositivos que se comunicam com a rede central
Importância da segurança de endpoint
Uma estratégia de segurança de endpoint é essencial porque todos os endpoints remotos podem ser o ponto de entrada de um ataque. Além disso, com a rápida mudança para o trabalho remoto, o número de endpoints só aumenta. De acordo com um artigo da Forbes de 2023, 12,7% dos trabalhadores dos EUA trabalham remotamente e 28,2% adotaram a modalidade de trabalho híbrido. Embora a maioria trabalhe na modalidade presencial no momento, prevê-se que o número de trabalhadores remotos aumente para 32,6 milhões de norte-americanos até 2025, ou seja, 22% da força de trabalho dos EUA. Os riscos apresentados por endpoints e dados confidenciais são um desafio que não vai desaparecer.
O cenário de endpoints está em constante mudança, e empresas de todos os tamanhos são alvos atraentes para ciberataques. Isso é de conhecimento geral, até mesmo entre pequenas empresas. De acordo com o relatório Business Impact 2023 do ITRC, 73% dos proprietários de pequenas e médias empresas (PMEs) relataram que sofreram um ciberataque em 2022 ou 2023. De acordo com o Internet Crime Report (Relatório de crimes na Internet) do FBI, a instituição recebeu, no total, 800.944 reclamações em 2022, e as perdas relatadas ultrapassaram US$ 10,3 bilhões. De acordo com o Relatório Global de Ameaças 2023 da CrowdStrike, houve um aumento nos ataques de engenharia social, e mais de 200 adversários foram rastreados pela CrowdStrike.
De acordo com o “Cost of a Data Breach Report 2024” (Relatório sobre o custo do comprometimento de dados de 2024) da IBM, o comprometimento de dados custa, em média, US$ 4,45 milhões, o que representa um aumento de 15% nos últimos três anos. O estudo identificou que o maior impacto financeiro de um ataque foi a “perda de negócios”, o que representa quase 40% do custo médio do comprometimento de dados.
Proteger-se contra ataques de endpoint é desafiador porque os endpoints existem onde humanos e máquinas se encontram. As empresas lutam para proteger os sistemas sem interferir nas atividades legítimas dos funcionários. As soluções tecnológicas são altamente eficazes. No entanto, as chances de um funcionário sucumbir a um ataque de engenharia social podem ser mitigadas, mas nunca totalmente evitadas.
Como funciona a proteção de endpoint
Os termos proteção de endpoint, plataformas de proteção de endpoint e segurança de endpoint são usados como equivalentes para descrever as soluções de segurança gerenciadas centralmente que as organizações utilizam para proteger endpoints como servidores, estações de trabalho, dispositivos móveis e workloads contra ameaças de cibersegurança. As soluções de proteção de endpoint examinam arquivos, processos e atividades do sistema em busca de indicadores suspeitos ou mal-intencionados.
As soluções de proteção de endpoint oferecem um console de gerenciamento centralizado onde os administradores podem se conectar à rede corporativa para monitorar, proteger, investigar e responder a incidentes. Para fazer isso, elas utilizam uma abordagem no local, na nuvem ou híbrida.
A abordagem “tradicional” ou “legada” é frequentemente usada para descrever uma postura de segurança no local que depende de um data center com host local que fornece a segurança. O data center atua como hub para o console de gerenciamento alcançar os endpoints por meio de um agente e fornecer serviços de segurança. O modelo de hub-and-spoke pode gerar visibilidade limitada e silos, já que os administradores normalmente gerenciam os endpoints apenas dentro do próprio perímetro.
Com a mudança para o trabalho remoto impulsionada pela pandemia, muitas organizações adotaram laptops e “Bring Your Own Device” (BYOD) em vez de dispositivos de desktop. Junto à globalização da força de trabalho, isso destaca as limitações da abordagem no local. Alguns fabricantes de soluções de proteção de endpoint mudaram recentemente para uma abordagem “híbrida”, adotando um projeto de arquitetura legado e adaptando-o para a nuvem para ganhar algumas capacidades.
A terceira abordagem é uma solução “nativa em nuvem” integrada na nuvem e projetada para ela. Os administradores de rede podem monitorar e gerenciar remotamente todos os endpoints usando um console de gerenciamento centralizado que reside na nuvem e se conecta a dispositivos remotamente por meio de um agente no endpoint. O agente trabalha com o console de gerenciamento ou de forma independente para fornecer segurança ao endpoint se não houver conexão com a Internet. Essas soluções aproveitam os controles e as políticas da nuvem para maximizar o desempenho de segurança além do perímetro tradicional, removendo silos e expandindo o alcance do administrador.
Adversários modernos e técnicas de evasão
86% dos atores do e-crime usam técnicas de evasão para contornar o software de antivírus. Saiba como o antivírus legado é um alvo fácil para adversários e conheça as técnicas usadas por eles que o antivírus legado não consegue impedir.
Baixe agoraBenefícios da segurança de endpoint
Alguns dos principais benefícios da segurança de endpoint incluem:
- Proteção de endpoint: à medida que a transformação digital leva mais funcionários a trabalhar remotamente, proteger todos os endpoints se tornou essencial para evitar ataques.
- Proteção de identidade: a proteção de identidade é um benefício importante da segurança de endpoint porque protege os dados confidenciais dos funcionários e de outras partes interessadas, garantindo que somente usuários autorizados tenham o tipo certo de acesso a eles.
- Detecção e resposta a ameaças: com o número crescente de adversários que tentam atacar organizações usando ciberataques sofisticados, a detecção rápida de possíveis ameaças ajudará a acelerar o processo de remediação e manter os dados protegidos.
Software de proteção de endpoints vs. software antivírus
O software de segurança de endpoint protege os endpoints contra violações, sejam elas físicas ou virtuais, locais ou externas, em data centers ou na nuvem. Ele é instalado em laptops, desktops, servidores, máquinas virtuais e nos próprios endpoints remotos.
O antivírus geralmente faz parte de uma solução de segurança de endpoint e é geralmente considerado uma das formas mais básicas de proteção de endpoint. Em vez de usar técnicas e práticas avançadas, como investigação de ameaças e detecção e resposta de endpoint (EDR), o antivírus simplesmente encontra e remove vírus conhecidos e outros tipos de malware. O antivírus tradicional é executado em segundo plano e executa varredura periódica do conteúdo do dispositivo em busca de padrões correspondentes a um banco de dados de assinaturas de vírus. O antivírus é instalado em dispositivos individuais dentro e fora do firewall.
Funcionalidade principal de uma solução de proteção de endpoint
As ferramentas de segurança de endpoint que fornecem prevenção contínua contra ataques devem integrar estes elementos fundamentais:
1. Prevenção: NGAV
As soluções de antivírus tradicionais detectam menos da metade de todos os ataques. Elas funcionam comparando assinaturas mal-intencionadas ou pedaços de código a um banco de dados atualizado pelos colaboradores sempre que uma nova assinatura de malware é identificada. O problema é que malware ainda não identificado ou desconhecido não está no banco de dados. Há uma lacuna entre o momento em que um malware é lançado e o momento em que ele se torna identificável por soluções antivírus tradicionais.
Os antivírus de próxima geração (NGAV) preenchem essa lacuna usando tecnologias de proteção de endpoint mais avançadas, como IA e machine learning, para identificar malware novo examinando mais elementos, como hashes de arquivo, URLs e endereços IP.
2. Detecção: EDR
A prevenção não é suficiente. Nenhuma defesa é perfeita, e alguns ataques sempre conseguirão infiltrar a rede com sucesso. A segurança convencional não consegue ver quando isso acontece, deixando os invasores livres para permanecer no ambiente por dias, semanas ou meses. As empresas precisam impedir essas “falhas silenciosas” encontrando e removendo invasores rapidamente.
Para prevenir falhas silenciosas, uma solução de EDR precisa fornecer visibilidade contínua e abrangente sobre a atividade de todos os endpoints em tempo real. As empresas devem buscar soluções que ofereçam capacidades avançadas de detecção, investigação e resposta a ameaças, incluindo pesquisa e investigação de dados de incidentes, triagem de alertas, validação de atividades suspeitas, investigação de ameaças e detecção e contenção de atividades mal-intencionadas.
3. Investigação gerenciada de ameaças
Nem todos os ataques podem ser detectados apenas pela automação. A experiência dos profissionais de segurança é essencial para detectar os atuais ataques sofisticados.
A investigação gerenciada de ameaças é conduzida por equipes de elite que aprendem com incidentes que já ocorreram, agregam dados de crowdsourcing e fornecem orientações sobre a melhor forma de responder quando atividades mal-intencionadas são detectadas.
4. Integração da inteligência de ameaças
Para se anteciparem aos invasores, as empresas precisam compreender as ameaças à medida que elas evoluem. Adversários sofisticados e ameaças persistentes avançadas (APTs) são capazes de se movimentar de forma rápida e sigilosa. As equipes de segurança precisam de inteligência atualizada e precisa para garantir que as defesas sejam ajustadas de forma automática e exata.
Uma solução de integração de inteligência de ameaças deve incorporar automação para investigar todos os incidentes e obter conhecimento em minutos, e não em horas. Ela deve gerar indicadores de comprometimento (IOCs) personalizados diretamente dos endpoints para possibilitar defesa proativa contra ataques futuros. Além disso, é necessário haver um elemento humano composto por pesquisadores especialistas em segurança, analistas de ameaças, especialistas culturais e linguistas que compreendam as ameaças emergentes em uma variedade de contextos.
A importância da arquitetura nativa em nuvem
A arquitetura baseada em nuvem oferece os seguintes benefícios de segurança de endpoint:

Saiba mais
1. Um único agente leve que permite dimensionamento simples
2. Machine learning, que oferece a capacidade de aprender com novos ataques
3. Maior capacidade de gerenciamento com atualizações em tempo real
4. Proteção dentro ou fora da rede para evitar pontos cegos
5. A capacidade de monitorar os adversários e aprender como eles pensam
Proteção avançada de endpoint da CrowdStrike
As organizações desejam detecção, prevenção e resposta rápidas e contínuas. Isso requer visibilidade completa de todos os endpoints e a capacidade de impedir ataques sofisticados em tempo real e impedir que invasores persistentes comprometam ambientes e roubem dados.
A CrowdStrike oferece uma nova abordagem de segurança de endpoint. Ao contrário das soluções tradicionais de segurança e das soluções de segurança de rede, a solução de segurança de endpoint da CrowdStrike unifica as tecnologias necessárias para impedir ataques com sucesso, incluindo EDR e antivírus verdadeiramente de próxima geração, investigação gerenciada de ameaças e automação de inteligência de ameaças, tudo por meio de um único agente leve. A solução CrowdStrike Falcon® Endpoint Protection Enterprise inclui os seguintes módulos:
- A solução de NGAV da CrowdStrike, CrowdStrike® Falcon Prevent™, tem uma classificação de 100% em detecção de amostras de malware conhecidas e desconhecidas e uma taxa de falso-positivos de 0%. O Falcon Prevent é a primeira solução de endpoint “aprovada por NGAV” do setor, conforme observado pela Gartner, Forrester e outros analistas do setor.
- A solução CrowdStrike Falcon® Adversary Intelligence transforma a segurança preditiva em realidade com a integração de inteligência de ameaças e proteção de endpoint. Adequado para empresas de qualquer tamanho, o Falcon Intelligence oferece a capacidade de analisar instantaneamente todas as ameaças aos endpoints de uma organização. Com o recurso Counter Adversary Operations, as organizações finalmente têm a capacidade de permanecer à frente das atividades de adversários.
Saiba mais
Quer ver a plataforma CrowdStrike Falcon® em ação? Assista à demonstração sob demanda da plataforma de proteção de endpoint da CrowdStrike.
Perguntas frequentes sobre segurança de endpoint
P: O que é segurança de endpoint?
R: Segurança de endpoint, ou proteção de endpoint, é a abordagem da cibersegurança de defesa de endpoints contra atividades mal-intencionadas.
P: O que é considerado um endpoint?
R: Um endpoint é qualquer dispositivo que se conecta à rede corporativa de fora do firewall. Exemplos de dispositivos de endpoint: dispositivos móveis, notebooks, impressoras digitais, tablets, switches inteligentes, sistemas de PDV, etc.
P: Qual a diferença entre segurança de endpoint e antivírus?
R: O software de segurança de endpoint protege os endpoints contra violações, sejam elas físicas ou virtuais, locais ou externas, em data centers ou na nuvem. Um antivírus geralmente faz parte de uma solução de segurança de endpoint e é considerado uma das formas mais básicas de proteção de endpoints.
P: Quais são as principais funcionalidades da segurança de endpoint?
R: As ferramentas de segurança de endpoint devem integrar prevenção de ameaças por meio de antivírus de próxima geração, detecção via EDR, investigação gerenciada de ameaças e integração de inteligência de ameaças.