Resumo Executivo do Relatório Global de Ameaças 2026 da CrowdStrike: o relatório definitivo de inteligência de ameaças para a era da IABaixe

Definição de cibersegurança

Cibersegurança é o ato de defender ativos digitais, incluindo redes, sistemas, computadores e dados de ciber ataques. Também conhecida como segurança da tecnologia da informação (segurança de TI), ela protege contra ameaças que visam acessar ou destruir informações confidenciais, extorquir dinheiro de usuários ou interromper práticas comerciais normais.

Por que a cibersegurança é importante?

Embora qualquer organização ou indivíduo possa ser alvo de um ciber ataque, a cibersegurança é especialmente importante para organizações que trabalham com dados ou informações confidenciais, como propriedade intelectual, informações de clientes, detalhes de pagamento ou registros médicos. Muitos adversários tendem a se concentrar em alvos de alto valor, como instituições financeiras, organizações governamentais, ramos militares ou grandes empresas. Quando informações confidenciais vazam, as consequências podem variar desde a perda de receita das empresas e o roubo de identidade das pessoas até ameaças graves à segurança nacional.

Para se proteger e se defender contra ataques digitais, as organizações devem desenvolver e implementar uma estratégia de segurança abrangente que inclua tanto medidas preventivas quanto capacidades rápidas de detecção e resposta. Para proteger seus ativos digitais, clientes e reputação, uma organização deve fazer parceria com uma das principais empresas de cibersegurança, como a CrowdStrike, para desenvolver uma estratégia abrangente e flexível com base em suas necessidades específicas.

Tipos de cibersegurança

No contexto da cibersegurança, existem diferentes domínios de segurança específicos para a defesa de cada ativo digital.

Os tipos de cibersegurança incluem:

TipoDescrição
Segurança de EndpointA segurança de endpoint, ou proteção de endpoint, é o processo de proteger o endpoint de uma rede – como desktops, laptops e dispositivos móveis – contra atividades maliciosas. Diferentemente da segurança tradicional, a segurança de endpoint protege em tempo real um grande número de endpoints, regiões geográficas e larguras de banda.
Segurança em nuvemSegurança em nuvem é o termo coletivo para a estratégia e soluções que protegem uma infraestrutura em nuvem, e qualquer serviço ou aplicação hospedada dentro de seu ambiente, de ciberameaças. Para organizações que usam um modelo baseado na nuvem, é importante desenvolver e implementar uma estratégia de segurança abrangente, projetada especificamente para proteger ativos baseados na nuvem.
Segurança de aplicaçõesA segurança da aplicação reduz a vulnerabilidade no nível da aplicação, como evitar que dados ou códigos dentro do aplicativo sejam roubados, vazados ou comprometidos.
Segurança de redeSegurança de rede é um termo amplo que se refere às ferramentas, tecnologias e processos que protegem a rede e ativos, dados e usuários relacionados contra ciber ataques. Ela inclui uma combinação de medidas preventivas e defensivas projetadas para negar acesso não autorizado a recursos e dados.
Segurança de dadosA segurança de dados, também chamada de segurança da informação, são as tecnologias, políticas, serviços e controles de segurança que protegem qualquer tipo de dados. Ela protege seus dados confidenciais contra vazamento ou uso indevido através de ataques, exfiltração e acesso não autorizado.
Segurança de identidadeA segurança de identidade protege todos os tipos de identidades dentro da organização, humanas ou de máquina, nos locais ou híbridas, regulares ou privilegiadas, para detectar e prevenir ataques baseados em identidade. Isso acontece especialmente quando o adversário consegue contornar as medidas de segurança de endpoint.
Segurança de infraestrutura críticaSegurança de infraestrutura crítica é a prática de proteger sistemas de computador, redes e outros ativos vitais para o funcionamento diário do nosso modo de vida. A incapacitação desses ativos teria um efeito debilitante na segurança dos nossos cidadãos.
Segurança da internet das coisas (IoT)A segurança da IoT foca na proteção, monitoramento e remediação de ameaças relacionadas à Internet das Coisas (IoT) e à rede de dispositivos IoT conectados que coletam, armazenam e compartilham dados pela Internet. Os dispositivos IoT incluem laptops, smartphones, termostatos inteligentes, câmeras, impressoras e qualquer coisa conectada à rede.

Ameaças comuns à cibersegurança

As ameaças à cibersegurança podem assumir muitas formas. Alguns exemplos comuns incluem:

Malware

Malware (software malicioso) é um termo usado para descrever qualquer programa ou código criado com a intenção de causar danos a um computador, rede ou servidor. Os tipos comuns de malware incluem ransomware, trojans, keyloggers, spyware, malware sem arquivo e muito mais.

Ataques de negação de serviços (DoS)

Um ataque de negação de serviços (DoS) é um ataque malicioso e direcionado que inunda uma rede com solicitações falsas, a fim de interromper as operações comerciais. Em um ataque DoS, os usuários não conseguem executar tarefas rotineiras e necessárias, como acessar e-mails, sites, contas on-line ou outros recursos que são operados por um computador ou rede comprometidos. Da mesma forma, os hackers podem usar um Botnet, um conjunto de dispositivos infectados, para realizar um ataque de negação de serviço distribuída (DDoS) e inundar um site com tráfego falso.

Phishing

Phishing é um tipo de ciber ataque que usa e-mail, SMS, telefone ou mídia social para induzir a vítima a compartilhar informações pessoais, como senhas ou números de conta, ou a baixar um arquivo malicioso que instalará vírus em seu computador ou telefone.

Ameaças Internas

Ameaças internas são pessoas que abusam de suas permissões de acesso para realizar atividades maliciosas. Elas podem incluir funcionários atuais ou antigos, parceiros de negócios, contratados ou qualquer pessoa que tenha tido acesso a sistemas ou redes no passado. Pode ser complicado detectar ameaças internas porque soluções de segurança tradicionais, como firewalls e sistemas de detecção de intrusão, focam em ameaças externas.

Ataques baseados em identidade

De acordo com o Relatório Global de Ameaças de 2024 da CrowdStrike, os ataques baseados em identidade representam cerca de 80% de todos os ataques pois eles são extremamente difíceis de detectar, levando em média 250 dias. Ataques que envolvem identidades comprometidas são difíceis de detectar porque os invasores tendem a aprender de antemão o comportamento típico do usuário e podem facilmente mascará-lo, tornando difícil diferenciar entre os dois.

Um ataque do tipo intermediário, por exemplo, é um tipo de ciber ataque baseado em identidade no qual um invasor escuta uma conversa entre dois alvos, geralmente duas pessoas, dois sistemas ou uma pessoa e um sistema. O objetivo final é coletar dados pessoais, senhas ou detalhes bancários e/ou convencer a vítima a realizar uma ação, como alterar suas credenciais de login, concluir uma transação ou iniciar uma transferência de fundos.

Engenharia social

Engenharia social é o ato de manipular pessoas para que realizem uma ação desejada, como fornecer informações confidenciais, usando emoções e motivadores convincentes como dinheiro, amor e medo. Esses ataques podem ser pouco sofisticados, mas muitas vezes podem ser bastante sofisticados, enganando até mesmo pessoas muito desconfiadas.

Saiba mais

Leia nossa publicação sobre os tipos mais comuns de ataques cibernéticos, onde você pode aprender mais detalhadamente sobre cada tipo com exemplos. 

Leia: Tipos mais comuns de ciber ataques

Melhores práticas de cibersegurança

Ciberameaças estão em alta. Felizmente, há muitas coisas que sua organização pode fazer para se manter segura. Há coisas básicas para implementar, como um programa de treinamento de segurança para funcionários para garantir que eles usem um Wi-Fi privado, evitem clicar em e-mails ou links suspeitos e não compartilhem suas senhas com ninguém. No entanto, para que sua organização permaneça o mais segura possível, ela deve seguir estas boas práticas de cibersegurança:

  • Realize a atualização do software de rotina: habilite a opção de download automático de software e certifique-se de instalar a correção do software para que o invasor não possa tirar vantagem facilmente de suas vulnerabilidades.
  • Execute um software antivírus abrangente: eles detectam, colocam em quarentena e removem diferentes tipos de malware. Certifique-se de habilitar a atualização automática de definições de vírus para garantir proteção contra as ameaças mais recentes.
  • Mantenha suas senhas mais seguras do que nunca: criar uma senha exclusiva e não compartilhá-la pode ajudar muito, mas não é suficiente. Siga as práticas recomendadas de armazenamento de senhas, como garantir que suas senhas sejam diferentes para contas diferentes, torná-las uma frase de efeito ou com 16 caracteres e alterar seu nome de usuário e senha padrão o mais rápido possível.
  • Implemente autenticação multifatorial (MFA): a MFA permite que as empresas utilizem mais de um método de autenticação de identidade, diminuindo as chances de um ataque mesmo que o invasor conheça o nome do usuário e as senhas.
  • Instale um firewall: os firewalls restringem comunicações desnecessárias e bloqueiam o tráfego malicioso antes de entrar em um sistema.
  • Implemente um Programa de treinamento em cibersegurança: por mais básico que seja, é absolutamente essencial implementá-lo. Se apenas alguns dos seus funcionários estiverem seguindo as melhores práticas de cibersegurança, o invasor terá infinitas oportunidades de acessar dados confidenciais ou realizar um ataque. Garanta que todos os funcionários concluam um treinamento abrangente sobre cibersegurança a respeito da importância de manter dados confidenciais seguros, as melhores práticas para manter esses dados seguros e um entendimento completo sobre as diferentes maneiras pelas quais ciber ataques podem acontecer.

Recursos de cibersegurança

Para preparar sua organização das ameaças de ciber ataques, comece utilizando um framework valioso para orientá-lo no processo. Por exemplo, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) tem um framework de cibersegurança que ajuda as organizações a aprender como identificar ataques, proteger sistemas e redes de computadores, detectar e responder a ameaças e se recuperar de ataques.

​​Aqui está uma lista dos melhores e mais confiáveis recursos para empresas:

Carreiras na cibersegurança

À medida que as empresas fazem a transição para ambientes digitais, a oferta de especialistas em cibersegurança que protegem contra o número crescente de ciberameaças não tem acompanhado a demanda. É essencial que a indústria forneça treinamento e educação para permitir que pessoas interessadas em cibersegurança entrem no espaço e ajudem a diminuir a lacuna de habilidades, consequentemente, prevenindo mais ciber ataques.

Esta lista contém alguns documentos técnicos e responsabilidades típicas do espaço de cibersegurança:

  • Chief Information Security Officer (CISO): implementa programas de segurança em toda a organização e supervisiona as operações do departamento de TI.
  • Cybersecurity Administrator: entende profundamente a infraestrutura crítica de uma empresa para mantê-la funcionando sem problemas, atua como ponto de contato para todas as equipes de cibersegurança e elabora programas de treinamento/políticas relevantes. Instala e soluciona problemas de soluções de segurança conforme necessário.
  • Cybersecurity Architect: projeta, constrói e instala sistemas de segurança para sistemas de computação e armazenamento de dados para suporte à infraestrutura crítica empresarial.
  • Cybersecurity Analyst: planeja e analisa medidas e controles de segurança. Realiza avaliações de segurança interna e externa.
  • Cybersecurity Engineer: garante que os endpoints da empresa, os usuários e os dados estejam protegidos contra ameaças. Foca no controle de qualidade.
  • Incident Responder: treinado para responder a ameaças e ataques de cibersegurança em tempo hábil e garantir que ameaças semelhantes não ocorram no futuro.
  • Forensic Investigator: analisa as causas de um ataque, determina a metodologia e descobre quem é o autor do ataque.
  • Penetration Tester: também conhecidos como hackers éticos, eles testam sistemas de segurança, redes e aplicações em pesquisas para detectar vulnerabilidades que podem ser exploradas por invasores.

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JJ Cranford é Gerente Sênior de Marketing de Produtos na CrowdStrike e o principal responsável por serviços de consultoria e resposta a incidentes. Anteriormente, JJ ocupou cargos na Cybereason, OpenText e Guidance Software, onde implementou sua estratégia de mercado para Detecção e Resposta Estendidas (XDR), detecção e resposta de endpoint (EDR) e suítes de produtos DFIR. Ele fornece insights sobre tendências de mercado, desafios do setor e soluções nas áreas de resposta a incidentes, segurança de endpoint, gerenciamento de risco e defesa contra ransomware.