Resumo Executivo do Relatório Global de Ameaças 2026 da CrowdStrike: o relatório definitivo de inteligência de ameaças para a era da IABaixe

O que é segurança de aplicações?

Segurança da aplicação é um conjunto de medidas desenvolvidas para impedir que dados ou códigos no nível da aplicação sejam roubados ou manipulados. Ela envolve a segurança durante as fases de desenvolvimento e design das aplicações, assim como sistemas e abordagem que protegem as aplicações depois de implementadas. Uma boa estratégia de segurança da aplicação garante a proteção entre todas as aplicações usadas por partes interessadas internas ou externas, como funcionários, fabricantes e clientes.

Segurança da aplicação para ambientes nativos em nuvem

Em ambientes nativos em nuvem, proteger aplicações exige embutir práticas de segurança ao longo de todo o processo de desenvolvimento. Essa abordagem envolve deslocar medidas de segurança para as etapas iniciais de desenvolvimento, onde a infraestrutura como código (IaC) e a segurança de container têm um papel essencial. A execução de varredura automática de segurança e o uso de ferramentas especializadas adequadas para arquiteturas nativas em nuvem são essenciais para identificar e mitigar vulnerabilidades, tais como as encontradas em imagens do container ou recursos da nuvem desconfigurados. Essa abordagem proativa garante que a segurança seja mantida quando as aplicações passarem por ambientes implementados, dinâmicos e continuamente integrados.

Mas a segurança das aplicações nativas em nuvem não é só isso. Devido à natureza dinâmica das aplicações nativas em nuvem, é essencial incorporar a segurança durante e após a implantação. Ao combinar medidas de segurança preventiva com insights em tempo real, as organizações estarão preparadas para proteger as aplicações e os dados contidos nelas.

Importância da segurança da aplicação

As aplicações de hoje em dia não estão só conectadas entre várias redes — elas geralmente estão conectadas à nuvem, o que as deixa abertas a vulnerabilidades e ameaças na nuvem. As organizações estão aumentando a segurança no nível da aplicação, e não apenas no nível da rede, porque a segurança da aplicação aumenta a visibilidade das vulnerabilidades, ajudando a combater ciber ataques.

Controles de segurança são uma excelente base para a estratégia de segurança da aplicação de qualquer empresa. Eles podem minimizar as interrupções de processos internos, permitir que equipes reajam rapidamente em caso de ataques e melhorar a segurança dos softwares de aplicação. Além disso, eles podem ser personalizados para aplicações específicas, ou seja, empresas podem implementar padrões para cada aplicação. Reduzir os riscos de segurança é o maior benefício dos controles de segurança da aplicação.

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

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O que são controles de segurança da aplicação?

Os controles de segurança da aplicação são técnicas que melhoram a segurança da aplicação no nível do código, reduzindo os riscos. Eles foram desenvolvidos para responder a entradas inesperadas, tais como às geradas por ameaças externas. Com os controles de segurança da aplicação, os programadores responsáveis por criar as aplicações têm mais controle sobre as respostas a entradas inesperadas. A segurança da aplicação ajuda empresas a desviar de ameaças usando ferramentas e técnicas projetadas para reduzir os riscos.

Os controles de segurança da aplicação são etapas atribuídas aos desenvolvedores para implementar padrões de segurança, que são regras para aplicar limites de política de segurança ao código das aplicações. Um dos padrões mais relevantes que as empresas devem atender é a Publicação Especial do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST SP), que dispõe as diretrizes para a seleção de controles de segurança.

Há vários tipos diferentes de controles de segurança da aplicação criados para diversas abordagens de segurança, tais como:

  • Autenticação: confirmar se a identidade de um usuário é válida; necessária para aplicar o acesso baseado em identidade.
  • Criptografia: converter informações ou dados em códigos para impedir acessos não autorizados; pode envolver arquivos individuais ou todo um projeto.
  • Criação de registros: examinar a atividade dos usuários para auditar incidentes de atividade suspeita ou ataques.
  • Verificações de validade: certificar que os dados inseridos e processados atendem critérios específicos.
  • Controles de acesso: limitar o acesso a aplicações com base em endereços IP ou usuários diferentemente autorizados.

Desafios da segurança da aplicação moderna

Alguns dos desafios apresentados pela segurança da aplicação moderna são comuns, como as vulnerabilidades herdadas e a necessidade de encontrar especialistas qualificados para uma equipe de segurança. Outros desafios envolvem lidar com a segurança como uma questão de desenvolvimento de software e garantir a segurança ao longo de todo o ciclo de vida da segurança da aplicação. É importante ter noção desses desafios antes de dar início a processos de segurança da aplicação.

É certo que alguns desafios da segurança de aplicação moderna ocorrerão em qualquer empresa interessada em aplicações seguras, como estes:

  • Vulnerabilidades de bibliotecas: desenvolvedores dependem de bibliotecas de código. Uma biblioteca de código é uma coleção de códigos pré-criados que desenvolvedores usam para realizar tarefas comuns sem precisar escrever códigos do zero. Tanto bibliotecas próprias quanto as de código aberto podem conter vulnerabilidades. 
  • Vulnerabilidades de terceiros: componentes de terceiros incluem bibliotecas, frameworks, plugins, APIs e outros softwares externos usados para adicionar funcionalidade ou simplificar o desenvolvimento em uma aplicação. Esses componentes também podem introduzir vulnerabilidades. 
  • Adotar uma abordagem DevSecOps: uma abordagem DevSecOps é o processo de incorporar medidas de segurança ao longo de todas as fases do processo de TI, também chamado de "shift-left".
  • Encontrar especialistas qualificados: as equipes de segurança têm um papel essencial na segurança da aplicação, e encontrar especialistas ou treinar equipes de segurança é necessário.

Falta de uma ferramenta de gerenciamento centralizado: sem uma ferramenta dessas para dar suporte a equipes de desenvolvimento, uma empresa terá mais despesas operacionais ao lidar com cada equipe de aplicação isolada ou uma carência de perspectivas nos relatórios das aplicações.

Expert Tip

O OWASP Top 10 é uma lista dos riscos de segurança mais sérios às aplicações da Web, e sua última atualização foi em 2021. Ela é desenvolvida através de uma análise de dados extensa e feedback da comunidade, e visa ajudar organizações a melhorar a segurança das aplicações. Ao longo do tempo, as estruturas de categoria e metodologia evoluíram e passaram a refletir melhor os desafios de segurança atuais. De acordo com a lista OWASP Top 10, estes são os riscos de segurança mais críticos para as aplicações:

  1. Controle de acesso quebrado: restrições aplicadas de forma imprópria sobre usuários autenticados, gerando acessos não autorizados.
  2. Falhas criptográficas: criptografia fraca ou configurada erroneamente, levando à exposição de dados confidenciais.
  3. Injeção: manipulação de entradas com erros, permitindo que invasores implantem códigos maliciosos.
  4. Design sem segurança: falhas fundamentais de design que comprometem a segurança.
  5. Erros de configuração de segurança: configurações padrão sem a segurança adequada ou definições incompletas.
  6. Componentes vulneráveis e desatualizados: uso de componentes de software vulneráveis ou sem suporte.
  7. Falhas de identificação e autenticação: mecanismos de autenticação ineficientes que permitem que credenciais sejam usadas indevidamente.
  8. Falhas de integridade de dados e software: validação inadequada de atualizações de software, dependências ou integridade de dados.
  9. Falhas de registro e monitoramento de segurança: insuficiência de monitoramento e criação de registros para detectar e responder a ataques.
  10. Falsificação de solicitação do lado do servidor (SSRF): servidores internos desprotegidos que permitem solicitações não intencionais por parte de invasores.

Relatório OWASP Top 10 de 2021

Tipos de segurança de aplicações

TipoDescrição
Segurança de aplicações da WebUma aplicação da Web é um software que pode ser acessado pela Internet. Essas aplicações geralmente são executadas e acessadas por um navegador da Web e se conectam naturalmente a redes sem segurança. Conexões com redes sem segurança expõem as aplicações a uma miríade de vulnerabilidades e podem ser prejudiciais para as empresas que gerenciam dados confidenciais de clientes nas aplicações. Muitas organizações optam por usar Firewalls de aplicação da Web (WAFs) para oferecer uma camada adicional de proteção contra ataques.
Segurança de aplicações mobileSmartphones são conectados à Internet, e não apenas a redes privadas, e isso os deixa vulneráveis a ciber ataques. Muitas empresas impõem restrições sobre como funcionários e partes interessadas podem usar os dispositivos fornecidos por elas para evitar ataques. Eles também implementam o uso de redes privadas virtuais (VPNs) para funcionários que acessarem a rede da empresa remotamente.
Segurança da APIAs interfaces de programação de aplicações (API) são a base das arquiteturas de microsserviço modernas. Elas contêm dados que, em caso de violações, podem causar interrupções nas operações comerciais. As empresas atualmente buscam ferramentas de segurança que possam ajudá-las a lidar com vulnerabilidades de API.
Segurança da aplicação nativa em nuvemA nuvem tem desafios próprios, porque compartilha recursos entre ambientes diferentes. Aplicações nativas em nuvem são desenvolvidas em uma arquitetura de microsserviços usando máquinas virtuais, containers e plataformas sem servidor. É essencial que organizações adotem uma solução de segurança na nuvem que possa ajudá-las a serem proativas na proteção da nuvem.

Ferramentas de segurança de aplicações

As ferramentas de segurança de aplicações envolvem vários tipos de testes de segurança para tipos diferentes de aplicações. Desde que foram criados, os testes de segurança melhoraram muito, e cada ferramenta tem seu momento de uso correto. Empresas modernas têm que proteger suas aplicações para manter os dados em segurança.

Há várias ferramentas de segurança de aplicações disponíveis:

  • RASP (Runtime Application Self-Protection, autoproteção de aplicações em tempo de execução): a RASP fornece proteções de aplicações personalizadas com base em insights sobre dados internos. Ela se integra ao ambiente de tempo de execução da aplicação, oferecendo proteção em tempo real ao monitorar o comportamento interno e bloquear ataques assim que eles ocorrem.
  • SCA (Software Composition Analysis, análise de composição de software): a SCA é um processo que detecta automaticamente softwares de código aberto no código para avaliar segurança, conformidade e qualidade. Ela faz varreduras e análises de componentes de código aberto em uma aplicação, identificando vulnerabilidades e garantindo a conformidade com requisitos de licenciamento. Isso é essencial para impedir os riscos associados a software de código aberto.
  • SAST (Static Application Security Testing, teste estático de segurança de aplicações): o SAST é um método de teste de segurança que analisa se há vulnerabilidades no código-fonte. Ele faz isso sem executar o código, ajudando os desenvolvedores a identificar vulnerabilidades precocemente. Essas vulnerabilidades podem incluir erros de programação que podem causar ataques de segurança, e apontá-las logo cedo ajuda a reduzir correções após a implementação.
  • DAST (Dynamic Application Security Testing, teste dinâmico de segurança de aplicações): o DAST gera insights sobre como as aplicações se comportam durante a produção. Ele examina aplicações em seu estado de execução, simulando ataques do mundo real para identificar vulnerabilidades em tempo de execução que a análise estática poderia não detectar.
  • IAST (Interactive Application Security Testing, teste interativo de segurança de aplicações): o IAST é usado para analisar código durante o teste. Ele combina o SAST e o DAST ao analisar aplicações em execução com uma visibilidade maior, oferecendo alta precisão na detecção de vulnerabilidades e identificação das fontes.
  • Teste de segurança de aplicações mobile (MAST): os produtos MAST são desenvolvidos para identificar vulnerabilidades em aplicações de plataformas móveis. Essas ferramentas lidam com vulnerabilidades exclusivas das plataformas mobile, tais como armazenamento de dados sem segurança e manuseio inapropriado de sessões. Isso é essencial para proteger os dados dos usuários em dispositivos móveis.
  • Plataformas de proteção de aplicações nativas em nuvem (CNAPPs): Uma CNAPP é uma plataforma que oferece segurança para aplicações e infraestrutura nativas em nuvem, integrando a segurança aos pipelines de integração/entrega contínua (CI/CD) para proteger códigos, imagens do container e ambientes na nuvem.

Cinco práticas recomendadas de segurança de aplicações

As práticas recomendadas de segurança para aplicações da Web envolvem o uso de equipes de segurança, ferramentas e controles de segurança de aplicações em conjunto. Essas recomendações têm diretrizes úteis para empresas, quer elas precisem de segurança na nuvem, para aplicações da Web ou para APIs.

  1. Avaliação das ameaças do seu código e das aplicações: tenha sempre um inventário de todos os seus ativos, com destaques aos mais delicados. Além disso, fique de olho nas ameaças e vulnerabilidades mais comuns que podem visar esses ativos e crie seus planos de acordo com essas informações.
  2. Adoção da abordagem "shift-left": essa abordagem é essencial para  a inclusão de segurança ao longo de todo o processo de desenvolvimento de aplicações.
  3. Priorização das operações de remediação: dê prioridade máxima ao enfrentamento das ameaças depois de identificá-las. Usar classificações CVSS e outros critérios ao realizar uma avaliação de ameaças vai ajudar você a priorizar suas operações com mais eficiência.
  4. Averiguação dos resultados de segurança das aplicações com testes frequentes: identifique as métricas mais importantes para sua organização com testes frequentes. Adote métricas razoáveis e fáceis de entender que possam ser usadas para indicar se o programa de segurança da aplicação está em conformidade e será capaz de reduzir os riscos.
  5. Gestão de privilégios: gerencie e crie limitações com a adoção do princípio do privilégio mínimo (POLP), garantindo que apenas as equipes certas tenham acesso aos códigos e aplicações.

Expert Tip

Como proteger aplicações

Usando uma combinação de ferramentas e equipes de segurança, as empresas podem proteger suas aplicações de várias formas. Ao implementar a segurança em todo o processo, do design à manutenção, as empresas podem criar aplicações seguras que permanecem seguras com o monitoramento adequado.

 

Três tipos de teste de segurança de aplicações

Quando o assunto é testar a segurança de aplicações, há três abordagens principais: teste de segurança de caixa preta, teste de segurança de caixa branca e teste de segurança de caixa cinza.

  • Testes de segurança de caixa preta acontecem de fora para dentro. Eles simulam a abordagem de um invasor real sem conhecimento prévio do funcionamento da aplicação. Como esse método não precisa saber nada da aplicação em particular, ele funciona com qualquer tecnologia.
  • O teste de penetração de caixa branca oferece ao responsável pelos testes todas as informações sobre a rede, o sistema e a aplicação, junto com as credenciais. Esse tipo de teste é mais rápido e permite que as organizações economizem os gastos relacionados. Os testes de caixa branca são uma excelente solução para atacar rapidamente uma aplicação a partir de vários vetores.
  • Testes de penetração de caixa cinza estão entre os outros métodos, com compartilhamento limitado de informações antes da realização dos testes. Geralmente, isso envolve conceder credenciais privilegiadas aos responsáveis pelos testes a fim de testar os danos em potencial que os ataques de um usuário sem autorização podem causar. 

Cada um desses métodos de testes de penetração pode ser valioso para a segurança das aplicações.

Como a CrowdStrike ajuda em questões de segurança de aplicações

A segurança das aplicações é vital para proteger empresas contra ameaças externas. As ferramentas de segurança da aplicação trabalham junto de profissionais do setor e controles de segurança da aplicação para oferecer segurança ao longo de todo o ciclo de vida da aplicação. Com a miríade de tipos de ferramentas e métodos disponíveis para fazer testes, fica fácil proteger suas aplicações.

A plataforma CrowdStrike Falcon® pode ajudar você a proteger suas aplicações. A plataforma Falcon monitora e corrige proativamente erros de configuração, além de gerar visibilidade sobre possíveis ameaças internas entre vários hosts, infraestruturas de nuvem e aplicações comerciais.

Jamie Gale é Gerente de Marketing de Produtos com experiência em segurança da nuvem e de aplicações. Antes de ingressar na CrowdStrike por meio da aquisição da Bionic, ela liderou esforços de conteúdo técnico e comunicações executivas para diversas startups e grandes organizações internacionais. Jamie mora em Washington, D.C. e é formada pela Universidade de Mary Washington.