Resumo Executivo do Relatório Global de Ameaças 2026 da CrowdStrike: o relatório definitivo de inteligência de ameaças para a era da IABaixe

A natureza do cenário digital dos dias de hoje tornou a aplicação um alvo principal para ciber criminosos e invasores maliciosos. Por conta disso, a segurança das aplicações deve ser uma prioridade para as organizações. Esse conceito envolve implementar medidas para proteção das aplicações contra várias ameaças e vulnerabilidades que podem comprometer a integridade, a confidencialidade ou a disponibilidade delas.

Nesta postagem, abordaremos sete práticas recomendadas que podem garantir a força das suas aplicações contra ameaças que estão sempre evoluindo. O objetivo é ajudar sua organização a minimizar riscos e reduzir possíveis danos, melhorando a postura de segurança geral.

Quais são as práticas recomendadas para proteger as aplicações?

  1. Proteger o ciclo de vida do desenvolvimento de software.
  2. Adotar o princípio do privilégio mínimo.
  3. Proteger o armazenamento e a transmissão de dados.
  4. Aproveitar o monitoramento e a observabilidade.
  5. Realizar testes e auditorias de segurança regularmente.
  6. Definir um plano de resposta a incidentes.
  7. Implementar treinamentos de conscientização sobre segurança.

Expert Tip

Tenha em mente os tipos mais comuns de ciber ataques para saber como diferentes adversários usam diversos vetores de ataque e adote uma estratégia de cibersegurança proativa.

Tipos de ciber ataques

Prática recomendada nº 1: proteger seu ciclo de vida de desenvolvimento de software

Um SDLC (Software Development Life Cycle, ciclo de vida de desenvolvimento de software) envolve diversas etapas, como design, implementação, teste, implantação e manutenção. Proteger o SDLC envolve integrar medidas de segurança em todas as etapas do processo de desenvolvimento, o que reduz significativamente a chance de sucesso dos ataques que ocorrem depois que a aplicação é implementada. Além disso, vulnerabilidades que são detectadas e mitigadas mais cedo em um SDLC são mais fáceis e menos custosas para corrigir.

As organizações podem realizar revisões de segurança e testes de segurança automatizados com regularidade para identificar e abordar vulnerabilidades proativamente. Para adotar uma abordagem de DevSecOps, basta incorporar medidas de segurança tais como:

Benefícios e desafios

Protegendo seu SDLC, você consegue reduzir os riscos de segurança e melhorar a qualidade do software. Além disso, impedir ataques de segurança e minimizar a necessidade de remediações após a implementação vai gerar economia de custos.

Mas algumas organizações acham difícil garantir a implementação consistente de medidas de segurança entre todas as equipes e projetos. O segredo é achar o equilíbrio entre uma postura de segurança forte e uma velocidade de desenvolvimento aceitável.

Prática recomendada nº 2: adotar o princípio do privilégio mínimo.

O princípio do privilégio mínimo (PoLP) é um conceito de segurança que dita que usuários, aplicações e serviços devem receber somente as permissões necessárias para executar suas tarefas. Ao modelar controles de acesso com base no PoLP, sua organização pode limitar o possível impacto de contas comprometidas e reduzir o risco de acessos não autorizados aos dados.

Para adotar o PoLP, faça uma avaliação preliminar das tarefas que usuários, aplicações e serviços precisam realizar. Depois, analise e atribua a essas entidades as permissões mínimas necessárias para que elas executem as tarefas. Faça revisões regulares das permissões para evitar a dispersão não intencional dos direitos de acesso e para limitar as permissões que não são mais necessárias (devido a mudanças nas tarefas, no escopo ou no pessoal).

Benefícios e desafios

Ao permitir que o PoLP guie a postura de segurança, sua organização pode reduzir a superfície de ataque, facilitar a detecção de atividades suspeitas e minimizar os danos que podem ser causados pelos incidentes de segurança.

O maior desafio ao adotar o PoLP é fazer de fato as avaliações e análises preliminares das tarefas e permissões necessárias. Observe que a avaliação e a mudança que acompanham o PoLP podem dar trabalho, especialmente se a sua organização já estiver muito habituada com uma cultura e modo de operação que usam permissões mais amplas por questões de conveniência. Além disso, depois de implementado, você vai precisar de recursos — em termos de tempo e pessoas — para fazer a revisão e a manutenção contínuas das permissões.

Prática recomendada nº 3: proteger a transmissão e o armazenamento de dados

Para proteger suas aplicações e sistemas contra comprometimento de dados, é preciso garantir que a sua forma de armazenar e transmitir dados é segura. Proteger dados confidenciais contra acessos não autorizados também é fundamental para fins de requisitos regulatórios.

A proteção da transmissão e do armazenamento de dados envolve usar criptografia nos dados em trânsito e repouso. Use algoritmos de criptografia potentes e o gerenciamento de chaves adequado. Uma das várias formas de proteger seus dados é usar a tokenização. Essa técnica substitui dados confidenciais por tokens, para dificultar que invasores decifrem as informações.

Benefícios e desafios

Proteger seus dados no armazenamento e em trânsito gera benefícios claros de segurança e privacidade. Dessa forma, sua organização pode proteger dados confidenciais contra os riscos de acessos não autorizados ou adulterações. Além disso, proteger dados confidenciais ajuda você a cumprir as principais regulamentações de proteção de dados, como GDPR e HIPAA.

Adotar tecnologias de criptografia não é tudo. Elas precisam ser usadas de forma apropriada para garantir a implementação adequada do armazenamento de dados e da segurança de transmissão. Também pode ser difícil manter chaves de criptografia. Você precisa treinar seus funcionários adequadamente, assim como definir processos para o gerenciamento seguro de chaves.

Saiba mais

Leia nossa postagem para saber mais sobre diversos frameworks implementados para garantir que as organizações lidem com dados confidenciais de forma compatível com as regulamentações e padrões governamentais e do setor.

Frameworks de padrões e conformidade de dados

Prática recomendada nº 4: aproveitar o monitoramento e a observabilidade

Para manter um ambiente seguro, é fundamental detectar anomalias e saber como a aplicação se comporta. Para isso, sua organização deve implementar estratégias abrangentes de monitoramento e criação de registros que usam ferramentas de observabilidade.

Comece gerando logs de todos os componentes da sua aplicação, inclusive a infraestrutura, para um sistema de gerenciamento de log centralizado. Isso ajuda a gerar unidade entre logs distintos, facilitando a correlação de informações. Além disso, as aplicações devem ser instrumentadas para identificar métricas importantes que podem ser usadas para ajustar a performance e identificar comportamentos suspeitos.

É preciso implementar sistemas automatizados para monitorar continuamente logs e métricas das aplicações, com mecanismos de alerta que notifiquem as equipes de resposta sempre que um incidente for detectado.

Benefícios e desafios

O monitoramento e a observabilidade podem gerar insights valiosos sobre possíveis incidentes de segurança. Em combinação com alertas, essas informações facilitam a detecção antecipada de incidentes, uma identificação mais rápida da causa raiz e respostas rápidas.

Ao implementar essa prática recomendada, é importante achar o nível apropriado de granularidade do monitoramento, especialmente ao gerenciar volumes grandes de dados métricos e de log. As equipes têm que entender claramente qual tipo de dados de observabilidade capturar para gerar informações significativas e, ao mesmo tempo, reduzir ruídos desnecessários.

Prática recomendada nº 5: realizar testes e auditorias de segurança regularmente

Fazer testes regulares de segurança ajuda a organização a manter uma postura de segurança robusta, permitindo que você trabalhe proativamente para identificar e corrigir vulnerabilidades. Ser vigilante nos testes e auditorias garante que uma aplicação se mantenha resistente a vetores de ataque e ameaças em constante evolução.

Essas medidas incluem realizar testes de penetração, executar varreduras automatizadas de programas de segurança e revisar códigos. Adotando essas práticas, é possível descobrir vulnerabilidades de segurança, encontrar áreas que precisam de melhorias e antecipar possíveis ameaças.

Benefícios e desafios

Fazer testes e auditorias de segurança gera inúmeros benefícios, mas os dois principais são a detecção de vulnerabilidades e o fortalecimento contínuo das suas aplicações contra possíveis ataques. Essa abordagem proativa de segurança ajuda a evitar incidentes de segurança que podem causar altos custos financeiros, danos à reputação do seu negócio e perda de confiança dos clientes.

Alocar a quantidade correta de recursos é o desafio principal dos testes regulares. Se manter em dia com a evolução constante das ameaças e dos vetores de ataque demanda tempo e recursos, e muitas organizações geralmente não percebem a gravidade das ameaças até que seja tarde demais.

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CrowdStrike® Falcon Surface

Tenha visibilidade total das exposições na Internet que afetam sua empresa, priorize riscos com base em insights sobre adversários de classe mundial, contexto comercial e acesse etapas de remediação para uma proteção estável.

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Prática recomendada nº 6: definir um plano de resposta a incidentes (IR)

Muitas organizações não têm noção real do que podem fazer em resposta a incidentes de segurança. Mas, quando eles de fato ocorrem, só é possível responder efetivamente se um plano abrangente já estiver em vigor.

Usar um plano de resposta a incidentes (IR) garante que sua organização esteja preparada para responder a incidentes de segurança de forma rápida e eficaz, minimizando danos e tempos de inatividade. Desenvolver um plano de resposta a incidentes (IR) envolve:

  • Definir o papel e as responsabilidades dos membros das equipes.
  • Estabelecer canais claros de comunicação.
  • Definir processos para identificar, conter e remediar incidentes de segurança.

Depois de estabelecer um plano de resposta a incidentes, ele precisa ser revisado e atualizado regularmente para garantir sua relevância e eficácia.

Benefícios e desafios

Os benefícios de um plano de resposta a incidentes (IR) bem estabelecido incluem respostas mais rápidas e eficazes a incidentes de segurança. Isso reduz os danos gerados por um incidente — a sistemas, dados e clientes — e os tempos de inatividade das aplicações. Adotar um plano de IR eficiente também reduz o custo financeiro dos incidentes.

O desafio de adotar essa prática é manter os planos atualizados e acompanhar a evolução das ameaças. Depois de passar muito tempo sem incidentes, as organizações podem se tornar complacentes, o que pode fazer com que o plano de IR pare de ser revisado ou atualizado. Os funcionários também precisam se manter em dia em termos de treinamento e preparação. Por isso, as organizações devem investir em treinamentos e exercícios regulares.

Expert Tip

Siga essas etapas para estabelecer um plano de resposta a incidentes capaz de ajudar você e as partes interessadas da sua organização a se prepararem em caso de ataques.

Respostas a incidentes: como planejá-las?

Prática recomendada nº 7: implementar treinamentos de conscientização sobre segurança

Em relação à prática recomendada anterior, é fundamental que os funcionários da sua organização sejam treinados para reconhecer e evitar ameaças à segurança. Isso reduz a chance de sucesso de ataques de phishing ou engenharia social e promove, de forma mais ampla, uma cultura de conscientização sobre segurança.

Os programas de treinamento de conscientização sobre segurança devem falar de ameaças comuns e práticas recomendadas para evitá-las. Para manter sua relevância e eficácia, o conteúdo do treinamento deve ser revisado e atualizado regularmente para lidar com ameaças atuais e novas.

Benefícios e desafios

Com a implementação desses treinamentos, os funcionários das organizações se tornam mais aptos a reconhecer e se defender contra ataques de phishing e engenharia social. Reconhecer essas ameaças ajuda a evitar o comprometimento de credenciais e acessos não autorizados aos seus ambientes de aplicações e dados. Fazer isso vai melhorar a postura de segurança geral da sua organização.

As organizações costumam enfrentar desafios na hora de garantir a participação e o engajamento consistentes dos funcionários. Também é necessário dedicar recursos para manter os materiais de treinamento relevantes e atualizados. Independentemente disso, sua organização precisa priorizar o treinamento de conscientização sobre segurança e alocar recursos para garantir que os funcionários mantenham uma postura de defesa contra as ameaças.

Saiba mais

Aprenda nesta postagem como criar um programa abrangente de treinamento em cibersegurança para funcionários capaz de ajudar sua organização a se proteger contra ataques ciber ataques.

Como criar um programa de treinamento em cibersegurança

Como a CrowdStrike ajuda em questões de segurança de aplicações

A segurança das aplicações é vital para proteger empresas contra ameaças externas. As ferramentas de segurança da aplicação podem trabalhar com profissionais do setor e controles de segurança da aplicação para oferecer segurança ao longo de todo o ciclo de vida da aplicação. É essencial adotar ferramentas de segurança disponíveis e em funcionamento. Com os diversos tipos de ferramentas e métodos disponíveis para realizar testes, fica fácil proteger suas aplicações.

A plataforma CrowdStrike Falcon® pode ajudar você a proteger suas aplicações e monitorar e remediar proativamente configurações com erro e, ao mesmo tempo, gera visibilidade sobre possíveis ameaças internas entre vários hosts, infraestruturas de nuvem e aplicações comerciais.

Jamie Gale é Gerente de Marketing de Produtos com experiência em segurança da nuvem e de aplicações. Antes de ingressar na CrowdStrike por meio da aquisição da Bionic, ela liderou esforços de conteúdo técnico e comunicações executivas para diversas startups e grandes organizações internacionais. Jamie mora em Washington, D.C. e é formada pela Universidade de Mary Washington.