Agentic SOC Summit: o novo padrão para defesa autônomaInscreva-se

Definição de "DLP na nuvem"

A DLP (data loss prevention, prevenção contra perda de dados) é um conjunto de capacidades de cibersegurança que protege dados confidenciais contra acesso, transmissão e uso indevidos. A frequência e o custo dos comprometimentos de dados incentivaram as empresas a incorporar a DLP em seus programas de cibersegurança. 

Embora as soluções locais de DLP já tragam desafios por si só, os dados na nuvem enfrentam dificuldades próprias em termos de DLP. Consequentemente, muitas organizações necessitam de soluções DLP na nuvem especializadas para reduzir o risco de perda de dados. As soluções de DLP na nuvem abordam os desafios específicos relacionados aos dados em ambientes de nuvem e complementam as capacidades de um framework de DLP mais abrangente. 

Neste artigo, apresentamos uma visão geral da DLP na nuvem, incluindo fundamentos, práticas recomendadas e como sua organização pode implementar uma estratégia ideal de DLP na nuvem.

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

Obtenha sua cópia do relatório de cibersegurança definitivo do ano.

Fundamentos da DLP na nuvem

A DLP na nuvem combina ferramentas e práticas para proteger os dados na nuvem contra acesso e transferência não autorizados. Esses recursos são essenciais para a segurança de dados na nuvem, gerenciamento de riscos e conformidade regulatória, especialmente para organizações sujeitas a leis e regulamentos como RGPD, HIPAA e PCI DSS

Os cinco pilares da DLP na nuvem

As soluções de DLP na nuvem atendem a diversos casos de uso e exigem capacidades específicas para resolver os desafios modernos de cibersegurança e conformidade na nuvem. Embora as implementações específicas de DLP variem de organização para organização, uma solução robusta de DLP na nuvem deve incluir todos estes pilares: 

  1. Descoberta e classificação de dados: para proteger dados sensíveis de forma eficaz, as organizações devem primeiro ter pleno conhecimento de quais dados são sensíveis e do grau de exposição desses dados ao risco. A varredura automatizada de conjuntos de dados permite que as organizações classifiquem dados sensíveis de forma eficiente, sem necessidade de intervenção humana. 

  2. Controle e monitoramento de acesso: embora os dados sejam sensíveis, eles precisam estar acessíveis para que as operações comerciais sigam fluindo sem interrupções. O controle granular de acesso a esses dados garante que apenas o pessoal autorizado tenha acesso a eles. Para fins de auditoria e análise, as organizações também devem implementar o monitoramento e o registro da atividade do usuário e do acesso aos dados.

  3. Aplicação de políticas: quando uma violação de política é detectada, as ferramentas de DLP na nuvem são responsáveis por adotar as medidas necessárias para evitar maior exposição ou uso indevido de dados. Essas ações incluem bloquear a transmissão de dados, criptografá-los ou aplicar o mascaramento de dados.  

  4. Controle do fluxo de dados: os serviços na nuvem se integram a inúmeras fontes e serviços de terceiros. A DLP na nuvem controla o fluxo desses dados, aplicando práticas como filtragem de informações sensíveis e bloqueio de transferências não autorizadas.

  5. Alertas e respostas em tempo real: as organizações devem implementar alertas em tempo real para que os administradores sejam notificados instantaneamente caso ocorra um ataque. Elas também devem configurar respostas automáticas a alertas para minimizar os danos e bloquear ataques em andamento.

Desafios da implementação de DLP na nuvem

A nuvem traz muitos benefícios — como otimização de custos e elasticidade — para as organizações que, posteriormente, adotam serviços em nuvem e armazenam dados em ambientes de nuvem. No entanto, as organizações enfrentam diversos desafios que são específicos da nuvem.

Escalabilidade e dinamismo da nuvem

Um dos principais benefícios da nuvem é a elasticidade, isto é, aumentar ou diminuir a capacidade dependendo do volume de tráfego. No entanto, isso representa simultaneamente uma vulnerabilidade em termos de segurança de dados. Afinal, a rápida expansão pode dificultar a determinação de onde os dados são armazenados e como são acessados. A natureza global da nuvem torna a segurança dos dados ainda mais complexa, especialmente considerando que cada região geográfica segue o próprio conjunto de regulamentações e padrões.

Limitações de visibilidade  

Os ambientes multinuvem e de nuvem híbrida estão se tornando cada vez mais populares, à medida que as empresas buscam obter o melhor custo-benefício combinando serviços de diversos provedores de nuvem e seus data centers no local. Essa tendência necessita de uma abordagem centralizada para a visibilidade dos dados. No entanto, nem sempre é fácil implementar uma abordagem centralizada, especialmente porque diferentes provedores de nuvem geram diversidade e inconsistência no que diz respeito a formatos de dados, mecanismos de controle de acesso e outras configurações.

Vazamentos de dados durante a execução da aplicação

Durante a execução da aplicação, dados sensíveis — como credenciais de usuário, informações pessoais e registros financeiros — podem ser transmitidos por meio de logs e respostas de API. Esses vazamentos geralmente ocorrem devido a configurações incorretas e controles de acesso insuficientes. O monitoramento inadequado pode deixar que esses vazamentos passem despercebidos.

Complexidades de integração

Os provedores de nuvem pública integram um grande número de serviços de terceiros. No entanto, esses serviços podem implementar práticas e padrões próprios que não são totalmente compatíveis com todos os provedores de nuvem. O compartilhamento de dados sensíveis na nuvem com integrações de terceiros traz diversas questões de segurança. Por exemplo, se um fornecedor tiver práticas inadequadas de segurança de dados, isso pode levar a um vazamento de dados.

A transmissão ou o armazenamento de dados por meio de terceiros também exige um maior trabalho de documentação e conformidade, no intuito de verificar como os provedores de nuvem tratam dados confidenciais. Essa questão é particularmente crítica ao lidar com informações ou dados de cartão de crédito no setor de saúde.

Quatro práticas recomendadas para DLP na nuvem

Embora não existam duas implementações de DLP na nuvem exatamente iguais, um conjunto comprovado de práticas recomendadas pode ajudar as organizações a implementar a DLP na nuvem de uma forma que solucione os desafios comuns que a nuvem apresenta. As seguintes práticas recomendadas podem ajudar as organizações modernas a implementar com eficácia a DLP na nuvem. 

Nº 1: Estabeleça uma estratégia de proteção de dados

As organizações devem definir políticas claras para tratar dados sensíveis. Essas políticas devem se concentrar em práticas comprovadas, como criptografia, rigoroso controle de acesso e classificação robusta de dados. As equipes devem realizar regularmente um inventário completo e uma avaliação de riscos associados aos dados sensíveis. A obtenção de certificações de segurança de dados, como a ISO 27001, pode aumentar ainda mais a credibilidade de uma empresa e garantir que a segurança dos dados seja altamente padronizada.

Nº 2: Adote um modelo de Segurança Zero Trust

O acesso a dados sensíveis deve ser rigorosamente controlado e disponibilizado apenas a pessoas e processos que precisam de acesso legítimo. A aplicação de políticas de acesso baseadas em Zero Trust e no princípio do privilégio mínimo garante que, mesmo que as credenciais de acesso sejam vazadas, o alcance de um ataque seja altamente compartimentado a fim de minimizar o impacto dele. A verificação contínua do acesso a dados sensíveis ajuda a detectar atividades anômalas e a garantir que apenas indivíduos autorizados tenham permissão para acessá-los.

Nº 3: Adote ferramentas de automação e IA

Os processos de DLP mediados por humanos podem ser tediosos e propensos a erros. A utilização de ferramentas de automação e IA pode reduzir significativamente a probabilidade de erros e permitir que os administradores se concentrem apenas em tarefas que exigem atenção humana. As ferramentas de IA se mostraram eficientes em tarefas de classificação, e os processos de conformidade e resposta a incidentes se beneficiam muito da automação. A utilização dessas ferramentas garante soluções rápidas e eficazes para possíveis ataques.

Nº 4: Monitore e audite regularmente

O monitoramento em tempo real e o registro completo em log proporcionam altos níveis de observabilidade e garantem que cada solicitação de dados sensíveis seja facilmente rastreada e analisada. Auditorias regulares são necessárias para identificar possíveis vulnerabilidades e assegurar a conformidade com as normas regulamentares.

Benefícios da implementação de DLP na nuvem

Incorporar a DLP na nuvem em um ambiente de nuvem organizacional traz diversos benefícios comerciais tangíveis, incluindo:

  • Melhoria na conformidade regulatória: a imposição de práticas seguras de tratamento de dados na nuvem ajuda as empresas a atingirem níveis muito mais elevados de conformidade regulatória. 

  • Eficiência operacional otimizada: a automação de DLP reduz drasticamente o esforço humano necessário, o que diminui o esgotamento profissional e permite que os funcionários se concentrem em tarefas mais críticas, consequentemente minimizando a possibilidade de erro humano.

  • Redução do risco de incidentes de cibersegurança: a DLP na nuvem reduz significativamente o risco de incidentes de cibersegurança, o que significa que os danos financeiros e à reputação são muito menos prováveis. Isso faz com que a DLP na nuvem não seja apenas uma ferramenta de conformidade, mas um componente crítico de uma estratégia de segurança abrangente.

CrowdStrike CrowdCast cover

CrowdCast: uma abordagem moderna para impedir o roubo de dados

A CrowdStrike e a Enterprise Strategy Group (ESG) uniram forças para compartilhar perspectivas e práticas recomendadas sobre as últimas tendências em proteção de dados, incluindo DLP na nuvem.

Ouça hoje mesmo!

Proteja seus dados com a CrowdStrike

As ameaças à cibersegurança na nuvem continuarão colocando os dados na nuvem em risco. Com o aumento do uso da nuvem, as organizações precisam planejar a retenção, a proteção e o gerenciamento de seus dados em todos os ambientes de nuvem.

O CrowdStrike Falcon® Data Protection e as capacidades de gerenciamento da postura de segurança de dados do CrowdStrike Falcon® Cloud Security ajudam a proteger seus dados na nuvem em endpoints, aplicações na nuvem e dispositivos computacionais. Essas soluções altamente especializadas oferecem funcionalidades como visibilidade em tempo real, integração perfeita e prevenção de exfiltração de dados com tecnologia de IA.

Narendran é Diretor de Marketing de Produtos para Proteção de Identidade e Zero Trust na CrowdStrike. Ele tem mais de 17 anos de experiência na condução de estratégias de marketing de produtos e GTM em startups de cibersegurança e grandes empresas, como HP e SolarWinds. Anteriormente, foi Diretor de Marketing de Produtos na Preempt Security, que foi adquirida pela CrowdStrike. Narendran possui mestrado em Ciência da Computação pela Universidade de Kiel, Alemanha.