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Introdução à avaliação de vulnerabilidades de rede (NVA)

No mundo digital de hoje, onde as empresas dependem fortemente de redes interconectadas para compartilhar informações, gerenciar operações e interagir com os clientes, a cibersegurança é mais crítica do que nunca. Embora as organizações geralmente se concentrem em proteger seus endpoints (computadores, dispositivos mobile etc.), dispositivos de rede como roteadores, switches e firewalls são frequentemente negligenciados. Esses dispositivos são igualmente vulneráveis a ciberameaças, por isso é essencial protegê-los por meio da NVA (network vulnerability assessment, avaliação de vulnerabilidades de rede).

O que é uma avaliação de vulnerabilidades de rede?

Uma NVA é uma prática proativa de cibersegurança que se concentra na identificação, avaliação e priorização de vulnerabilidades na infraestrutura de rede de uma organização. A NVA visa detectar fragilidades em dispositivos como roteadores, switches e firewalls — componentes que geralmente não podem ter agentes e não são cobertos por ferramentas de segurança de endpoint.

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A importância da avaliação de vulnerabilidades de rede

No cenário digital interconectado de hoje, os dispositivos de rede são a espinha dorsal da comunicação organizacional e do fluxo de dados. Caso esses dispositivos sejam comprometidos, os invasores podem explorar vulnerabilidades para obter acesso não autorizado, interromper operações ou roubar dados confidenciais. As soluções de segurança tradicionais focam nos endpoints, deixando esses dispositivos críticos expostos. A NVA resolve essa lacuna avaliando a postura de segurança de toda a rede, e não apenas dos dispositivos dos usuários.

Como a NVA funciona? 

A avaliação de vulnerabilidades de rede começa com um inventário da infraestrutura de rede de uma organização. Num mundo ideal, essa infraestrutura seria totalmente conhecida e prontamente disponível. No entanto, nas organizações reais, isso muitas vezes é um amontoado inacessível de dados fragmentados. As organizações frequentemente utilizam ferramentas de descoberta de ativos que coletam dados de múltiplas fontes para apresentar uma visão unificada de seu ambiente. Com o inventário de dispositivos de rede em mãos, as organizações precisam escolher uma ferramenta de varredura de rede para realizar avaliações de vulnerabilidade. Elas precisam decidir sobre quais dispositivos serão abrangidos, a frequência da varredura e os tipos de vulnerabilidades a serem procuradas, já que nem sempre é possível escolher tudo de uma vez devido às limitações da rede.

O scanner de rede enviará então sondagens aos dispositivos de rede para coletar informações sobre vulnerabilidades. Por fim, essas vulnerabilidades são agregadas e compiladas em relatórios que podem ser compartilhados com as equipes de segurança para fins de remediação, bem como com a liderança organizacional, que vai avaliar a postura geral de segurança.

Benefícios de uma avaliação de vulnerabilidades de rede

Alguns benefícios das avaliações de vulnerabilidades de rede:

  • Cobertura mais ampla: estende a proteção além dos endpoints, incluindo switches, roteadores, firewalls e outros dispositivos de rede.
  • Postura de segurança aprimorada: avaliações regulares ajudam as organizações a se manterem à frente de possíveis ameaças, identificando e corrigindo vulnerabilidades antes que elas possam ser exploradas.
  • Conformidade: muitos frameworks regulatórios, como HIPAA e PCI DSS, exigem avaliações frequentes de vulnerabilidade como parte de seus padrões de conformidade. Avaliações frequentes garantem que as organizações atendam a esses requisitos.
  • Redução de riscos: ao identificar e mitigar vulnerabilidades, as organizações podem reduzir significativamente o risco de um ciberataque bem-sucedido, protegendo dados confidenciais e mantendo a confiança do cliente.
  • Relação custo-benefício: a detecção e remediação precoces de vulnerabilidades podem economizar para as organizações custos significativos associados a comprometimento de dados, incluindo perdas financeiras, custos jurídicos e danos à reputação.

Vulnerabilidades de rede mais comuns

As vulnerabilidades de rede mais comuns incluem

Software vulnerável não corrigido

  • Softwares e sistemas operacionais não corrigidos estão entre as explorações de vulnerabilidade de rede mais comuns
  • Configurações incorretas

Falta de controle adequado de acesso

  • Senhas fracas
  • Ausência de medidas de controle de acesso como POLP e MFA

Arquitetura de rede deficiente

Falta de criptografia de dados

  • Deixa os dados vulneráveis a exploit de hackers

Erro humano

  • Os funcionários caem em tentativas de phishing, conectam-se a redes não seguras etc.
  • Esse problema é causado por baixa conscientização sobre segurança na cultura da empresa e pode ser atenuado com treinamento adequado

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Seis passos para realizar uma avaliação de vulnerabilidades de rede

A seguir, apresentamos os passos para realizar uma avaliação de vulnerabilidades de rede.

1. Planejar

  • Defina os objetivos e o escopo da avaliação.
  • Realize uma auditoria e avalie todos os seus ativos, sistemas operacionais, serviços em nuvem e hardware, coletando o máximo de dados relevantes possível.
  • Identifique quais aplicações de software e dispositivos precisam ser avaliados.
  • Elabore um cronograma geral para a varredura de vulnerabilidades. 

2. Fazer a varredura para detectar vulnerabilidades

  • Configure a varredura
  • Selecione os tipos de vulnerabilidades que deseja procurar
  • Configure scanners dedicados e habilite as regras de firewall adequadamente
  • Estabeleça um cronograma: diário, semanal ou mensal
  • Configure exclusões para proteger alvos sensíveis
  • Defina as credenciais para sistemas ou aplicações que exigem permissões elevadas para encontrar vulnerabilidades
  • Execute a varredura e monitore o andamento dela

3. Analisar

  • Esta fase geralmente envolve verificação manual para eliminar falsos positivos e priorizar os esforços de remediação
  • Para eliminar falsos positivos, configure regras de supressão para aceitar o risco ou levar em conta controles compensatórios
  • Analise os resultados da varredura e priorize as vulnerabilidades de acordo com a gravidade delas
  • Utilize o CVSS ou classificações dinâmicas de gravidade de vulnerabilidades baseadas em provedores, que podem empregar dados reais de clientes e inteligência de ameaças
  • Para obter uma visão mais holística do risco, correlacione a gravidade da vulnerabilidade à criticidade do ativo. Concentre os esforços de remediação nas vulnerabilidades críticas presentes em ativos críticos

4. Elaborar um relatório

  • Elabore um relatório detalhado que descreva as vulnerabilidades encontradas, seu impacto potencial e as ações recomendadas para sua remediação. 
  • Este relatório é uma ferramenta essencial para que as partes interessadas compreendam a postura de segurança da rede.

5. Remediar

  • Aplique correções a sistemas e softwares, alterar configurações ou implementar novas medidas de segurança.

6. Reavaliar

  • Realize uma avaliação de acompanhamento para garantir que todas as vulnerabilidades tenham sido resolvidas com sucesso. Você pode aguardar a próxima varredura agendada ou executar uma varredura sob demanda para obter resultados mais rápidos.

Ferramentas e técnicas para avaliação da vulnerabilidade de redes

  • Scanners de vulnerabilidades: ferramentas como Nessus, OpenVAS e NMAP são comumente usadas para automatizar o processo de varredura e identificam vulnerabilidades conhecidas com base em um banco de dados atualizado.
  • Teste de intrusão: o teste de intrusão é uma abordagem mais aprofundada, na qual hackers éticos tentam explorar vulnerabilidade e fornecem informações sobre os riscos reais representados por essas vulnerabilidades.
  • Ferramentas de gerenciamento de configuração: essas ferramentas ajudam a identificar configurações incorretas na rede, que geralmente são uma fonte significativa de vulnerabilidades. O recurso SCA do CrowdStrike Falcon® Exposure Management permite que os clientes identifiquem configurações incorretas para fins de conformidade. Além disso, a SCA oferece visibilidade sobre a postura de conformidade com diferentes órgãos reguladores, como CIS, DISA, STIG etc. 
  • Gerenciamento de correções: um gerenciamento de correções eficaz é fundamental para corrigir vulnerabilidades conhecidas, reduzindo a superfície de ataque que os cibercriminosos podem explorar.

Conclusão: uma parte essencial da cibersegurança moderna

A avaliação de vulnerabilidades de rede é uma parte crucial da estratégia de cibersegurança de qualquer organização. Com o aumento da sofisticação das ciberameaças, proteger todos os aspectos da sua infraestrutura de rede torna-se essencial. A NVA garante que os dispositivos de rede — muitas vezes negligenciados pelas medidas de segurança tradicionais — estejam totalmente protegidos e auxilia as empresas a se manterem à frente de possíveis ameaças.

Ao implementar uma solução robusta de NVA, as organizações podem reduzir sua superfície de ataque, proteger sistemas críticos e manter uma defesa forte contra as ciberameaças que não param de evoluir.

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Avaliação de vulnerabilidades de rede com CrowdStrike

A funcionalidade NVA (Network Vulnerability Assessment, Avaliação de vulnerabilidades de rede) do CrowdStrike Falcon® Exposure Management oferece uma abordagem proativa e baseada em IA para proteger ativos de rede críticos, incluindo roteadores, switches e firewalls. Ao substituir a infraestrutura de varredura obsoleta e complexa por avaliações localizadas e contínuas, a NVA reduz o congestionamento da rede e, ao mesmo tempo, oferece visibilidade de risco em tempo real.

Alimentado pelo modelo ExPRT.AI, o CrowdStrike Falcon® Exposure Management prioriza vulnerabilidades com precisão, filtrando ruídos e garantindo que as equipes se concentrem apenas nos riscos mais exploráveis. A integração total com o CrowdStrike Falcon® Fusion SOAR permite correção automatizada em tempo real, prevenindo ataques antes que eles aconteçam.

Por que escolher a CrowdStrike para avaliação de vulnerabilidades de rede?

  • Implementação simplificadaimplemente sem esforço com um único sensor continuamente ativo. Isso elimina a necessidade de infraestrutura adicional de varredura e, ao mesmo tempo, fornece visibilidade constante e detecção e resposta de endpoint (EDR) integradas.
  • Priorização preditiva com IA: o ExPRT.AI utiliza inteligência de ameaças em tempo real e IA dinâmica e autoajustável para identificar as vulnerabilidades com maior probabilidade de serem exploradas. Diferentemente das pontuações estáticas do CVSS, o ExPRT.AI oferece análises preditivas, o que resulta em uma remediação mais rápida e reduz a fadiga de correção — para que as equipes de segurança se mantenham um passo à frente dos invasores.
  • Monitoramento contínuo e nativo em nuvemao contrário das ferramentas tradicionais que dependem de varreduras agendadas e pouco frequentes, a arquitetura nativa em nuvem da CrowdStrike executa varreduras frequentes e monitoramento contínuo, garantindo que vulnerabilidades e configurações incorretas sejam detectadas e mitigadas em tempo real.
  • Abrangente avaliação de riscoa NVA oferece uma visão unificada das vulnerabilidades e combina inteligência de ameaças, benchmarking e análise do caminho de ataque para identificar gargalos de alto risco. Assim, as equipes de segurança conseguem priorizar a remediação com precisão maior.
  • Remediação eficiente e automatizadao CrowdStrike Falcon® Exposure Management simplifica a remediação de vulnerabilidades graças à integração direta ao CrowdStrike Falcon® Fusion SOAR, automatizando respostas, reduzindo significativamente o tempo de correção e melhorando a postura geral de segurança com mínimo esforço manual.

Com a Avaliação de vulnerabilidades de rede da CrowdStrike, as organizações obtêm insights em tempo real, priorização de riscos orientada por IA e remediação automatizada — tudo isso em uma plataforma unificada.

Rona Kedmi é uma profissional sênior de marketing de produtos na CrowdStrike, especializada em gerenciamento de superfície de ataque externo (EASM) e gerenciamento de exposição. Com uma vasta experiência em cibersegurança, Rona aprimorou suas habilidades em proteção de dados, segurança de rede, gerenciamento de superfície de ataque e proteção de cibersegurança automotiva. Antes de ingressar na CrowdStrike, ela ocupou diversos cargos de marketing em startups de software como um serviço (SaaS) B2B em Israel. Rona é bacharel em Relações Internacionais, mestra em Estudos de Comunicação e MBA com foco em Gestão de Marketing; todos obtidos com honras pela Universidade Hebraica de Jerusalém.