O que é segurança de microsserviços?
A arquitetura de microsserviços— que divide as aplicações em serviços pequenos, independentes e com baixa interdependência — revolucionou o software moderno. Os microsserviços são fundamentais para a computação em nuvem e as tecnologias de containers. Eles oferecem enorme flexibilidade, escalabilidade e eficiência. No entanto, a natureza distribuída das aplicações baseadas em microsserviços introduz desafios de segurança únicos e sérios. Neste artigo, analisaremos os desafios de segurança que os microsserviços trazem, juntamente com as principais abordagens e ferramentas utilizadas para resolvê-los.
Entendendo os desafios de segurança dos microsserviços
Quando sua aplicação de software é monolítica, ela executa um único serviço que gerencia as solicitações para todas as funcionalidades da aplicação. Em contraste, uma arquitetura de microsserviços normalmente separa cada funcionalidade em um serviço individual. Embora essa abordagem de acoplamento flexível ofereça inúmeras vantagens, ela também expande a superfície de ataque do sistema, aumentando sua vulnerabilidade geral.
A natureza descentralizada dos microsserviços significa que cada serviço individual deve ter uma implementação de medidas básicas de segurança. Incluindo:
- Autenticação
- Autorização
- Varredura de vulnerabilidades
- Criptografia de dados
Manter altos níveis de segurança para um único sistema monolítico, independentemente do seu tamanho, é geralmente mais simples do que gerenciar a segurança de dezenas (às vezes até centenas) de microsserviços menores.
Uma das principais vantagens da abordagem de microsserviços é a capacidade de implementar cada serviço individualmente e rapidamente, até mesmo várias vezes ao dia, sem interromper outros serviços. Se um microsserviço apresentar um problema na produção, o restante da aplicação poderá permanecer praticamente inalterado.
Reverter uma atualização problemática em um único microsserviço também é muito mais rápido, geralmente com impacto mínimo no sistema como um todo. No entanto, esse ritmo acelerado também pode aumentar significativamente a complexidade da correção de segurança e dos testes adequados.
Princípios fundamentais para proteger os microsserviços
Garantir a segurança de uma arquitetura de microsserviços exige a implementação de medidas em várias camadas da sua stack de tecnologia.
Segurança da API
É verdade que nem todo serviço em um ambiente de microsserviços é necessariamente uma API. No entanto, o mecanismo de solicitação-resposta baseado em APIs é um padrão muito comum nesses ambientes. Os componentes cruciais da segurança de APIs incluem:
- Garantir a comunicação do serviço: se uma API não se destina ao acesso público, implemente um firewall que impeça serviços não autorizados de acessá-la.
- Autenticação e autorização: a menos que os dados fornecidos por uma API se destinem a ser de acesso público, um servidor de API deve implementar a autenticação e autorização. Isso garante que o acesso seja restrito apenas aos recursos e operações que o cliente tem permissão para usar.
- Validação de entrada: atores maliciosos podem tentar explorar vulnerabilidades enviando entradas malformadas por meio de cabeçalhos HTTP, parâmetros de consulta ou parâmetros de caminho. Portanto, os servidores de API devem realizar a validação de entrada antes de executar a lógica de negócios.
- Limitação de taxa: um ataque comum contra APIs é a inundação automatizada de solicitações a uma API, seja como um ataque de força bruta para adivinhar senhas ou como um ataque de DoS (Denial-of-Service, Negação de Serviços). Para evitar interrupções no servidor, implemente a limitação de taxa de solicitações nos seus servidores de API.
Princípios de Zero Trust
Os serviços devem implementar um controle de acesso rigoroso, baseado em uma metodologia de Zero Trust. Isso significa implementar tecnologias, como firewalls e tokens de autenticação, para permitir a comunicação entre serviços e clientes somente quando necessário. Garanta o princípio do privilégio mínimo tanto para os serviços quanto para os usuários.
Protegendo dados em trânsito
Os dados que trafegam pela internet podem ser interceptados por atores maliciosos. É por isso que a criptografia de dados em trânsito se tornou uma necessidade. Protocolos de criptografia como o HTTPS, baseados nos padrões de criptografia SSL (Secure Sockets Layer) e TLS (Transport Layer Security), garantem que todos os dados entre servidores e clientes sejam criptografados em trânsito. Assim, mesmo que sejam interceptados, os invasores não conseguem decifrá-los.
Como esses protocolos de criptografia usam certificados de segurança para gerar chaves, esses certificados devem ser armazenados, gerenciados e atualizados regularmente para permanecerem eficazes.
Monitoramento e registro contínuos
Sem a captura e o monitoramento em tempo real de logs e eventos, as organizações ficam alheias às potenciais ameaças aos seus sistemas. Como cada microsserviço gera seu próprio fluxo de logs, é crucial usar uma ferramenta de geração de registros centralizada que agregue os logs de todos os microsserviços em uma aplicação. Essa localização central serve como uma única fonte de verdade, permitindo que os engenheiros consultem e correlacionem facilmente dados de todos os componentes.
A integração de alertas em tempo real com a análise de logs e métricas permite que os engenheiros de segurança respondam a incidentes rapidamente.
Implementando segurança em um pipeline de CI/CD
Os serviços não devem ser liberados para produção sem a devida verificação de segurança. A integração de verificações e testes de segurança automatizados no pipeline de CI/CD garante que os serviços atendam aos padrões de segurança antes da produção. Práticas de segurança adicionais, como varredura de vulnerabilidades e análise estática de código, devem ser integradas ao pipeline de CI/CD.
Gerenciando a segurança em grande escala com conteinerização
Em geral, os microsserviços são executados em containers gerenciados por ferramentas de orquestração de containers, como Kubernetes ou Docker Swarm. Portanto, a segurança de containers é um segmento crucial da segurança de microsserviços, com seu próprio conjunto de práticas recomendadas:
- Varredura de imagens: análise de imagens em busca de vulnerabilidades, configurações incorretas e conformidade regulatória antes de serem enviadas para um registro de containers.
- Segurança no ambiente de execução: inclui o monitoramento dos ambientes de execução dos containers que executam os serviços dentro desses containers, para identificar e detectar possíveis anomalias.
- Proteção do registro de containers: limitar o acesso a imagens armazenadas em um registro, aplicando políticas de acesso rigorosas e funções de IAM. Somente ferramentas e serviços de orquestração totalmente autenticados devem ser capazes de extrair uma imagem de um registro.
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As inúmeras vantagens de uma arquitetura de microsserviços tornaram essa abordagem excepcionalmente atraente para organizações de tecnologia de todos os portes. No entanto, as organizações não devem ignorar os desafios de segurança que acompanham a adoção de microsserviços.
A segurança de microsserviços é um processo em constante evolução, no qual as ferramentas modernas de segurança de microsserviços desempenham um papel fundamental. O CrowdStrike Falcon® Cloud Security oferece visibilidade detalhada dos seus microsserviços e também aplica padrões de segurança baseados nos princípios de Zero Trust. Por meio de uma parceria com a Salt Security, o CrowdStrike Falcon também proporciona uma integração fluida de todos os aspectos da segurança de APIs. As funcionalidades nativas de IA do Falcon garantem proteção abrangente em cada camada do seu ambiente de microsserviços.