Resumo Executivo do Relatório Global de Ameaças 2026 da CrowdStrike: o relatório definitivo de inteligência de ameaças para a era da IABaixe

Introdução à cibersegurança no setor de saúde

A crescente digitalização do setor de saúde tornou a cibersegurança uma prioridade máxima para a proteção de informações confidenciais dos pacientes. Com ciberameaças cada vez mais sofisticadas, as organizações de saúde enfrentam riscos crescentes para a segurança do paciente, a eficiência operacional e a integridade dos dados.

Somente no primeiro semestre de 2024, 387 comprometimentos de dados envolvendo 500 ou mais registros foram relatados ao OCR (Office for Civil Rights, escritório de direitos civis) do HHS (Department of Health and Human Services, Departamento de Saúde e Serviços Humanos) dos EUA, representando um aumento de 8,4% em relação ao ano anterior. Isso evidencia a crescente urgência de medidas robustas de cibersegurança no setor da saúde.

Este artigo explora a importância crucial da cibersegurança no setor de saúde, as ameaças mais comuns que o setor enfrenta e as práticas recomendadas para fortalecer as defesas contra esses riscos crescentes.

O que é cibersegurança no setor de saúde?

Cibersegurança no setor de saúde refere-se às práticas e tecnologias concebidas para proteger os sistemas de saúde, os dados dos pacientes e os dispositivos médicos contra ciberataques. Com a crescente dependência de ferramentas digitais e sistemas interconectados no setor de saúde, proteger informações confidenciais tornou-se essencial. Garantir essa segurança é fundamental não apenas para manter a privacidade, mas também para salvaguardar a segurança dos pacientes e assegurar o bom funcionamento dos serviços de saúde.

Elementos-chave
Para proteger com eficácia as organizações de saúde, as iniciativas de cibersegurança devem priorizar diversas áreas importantes. Esses elementos-chave servem como base para a segurança de sistemas, dados e dispositivos no setor de saúde.

  • Proteção de EHRs (Electronic Health Records, registros eletrônicos de saúde): os EHRs contêm informações confidenciais sobre o paciente, incluindo prontuários médicos, diagnósticos, medicamentos e identificadores pessoais. Proteger esses registros contra acesso não autorizado, comprometimento de dados e ciberataques é um pilar fundamental da cibersegurança no setor de saúde.
  • Proteção de dispositivos médicos e sistemas de IoT: hoje, muitos dispositivos médicos — de bombas de infusão a aparelhos de imagem — são conectados a redes para permitir monitoramento e diagnósticos em tempo real. Esses dispositivos de IoT (Internet of Things, Internet das Coisas) podem se tornar pontos de entrada para ciberameaças se não forem devidamente protegidos.
  • Proteção dos dados do paciente contra acesso não autorizado ou ataques: as organizações de saúde devem implementar controles de acesso robustos, criptografia e sistemas de monitoramento para evitar o acesso não autorizado aos dados do paciente, manter a confiança do paciente e garantir a conformidade com regulamentações como a HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act, Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguros de Saúde), de 1996.

Relatório Global de Ameaças 2025 da CrowdStrike

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Ameaças comuns de cibersegurança no setor de saúde

Algumas das ameaças de cibersegurança mais comuns no setor de saúde incluem:

Ataques de ransomware

Os ataques de ransomware se tornaram uma das ameaças mais impactantes para as organizações de saúde. Os cibercriminosos criptografam sistemas e dados críticos e depois exigem um resgate para restaurá-los. Em 2024, 67% das organizações de saúde foram atingidas por ataques de ransomware, um aumento preocupante em relação aos 60% registrados em 2023.

O impacto de um ataque de ransomware vai muito além da perda de dados. Ele pode interromper o atendimento ao paciente, atrasar diagnósticos e paralisar procedimentos médicos, colocando a saúde do paciente em risco. A indisponibilidade resultante pode paralisar as operações diárias, levando ao cancelamento de consultas, atrasos em tratamentos e comprometimento da prestação de serviços de saúde.

Ataques de phishing

Os ataques de phishing funcionam no setor de saúde porque exploram erros humanos. Os cibercriminosos criam e-mails enganosos que induzem os funcionários a clicar em links maliciosos ou a baixar anexos infectados. Após roubarem as credenciais de login, os invasores podem obter acesso não autorizado a sistemas de segurança, VPNs (Virtual Private Networks, redes privadas virtuais) e outros ambientes críticos, fingindo ser usuários legítimos. Nesse tipo de ataque, os cibercriminosos permanecem indetectáveis enquanto navegam pelos sistemas internos, facilitando a ocorrência de danos generalizados, o acesso a dados confidenciais de pacientes e a paralisação das operações.

Ameaças internas

As ameaças internas ocorrem quando funcionários ou prestadores de serviços obtêm acesso não autorizado a dados confidenciais ou os utilizam indevidamente para fins maliciosos. Embora os ataques externos costumem chamar mais atenção, as ameaças internas estão crescendo rapidamente. Na verdade, atores internos são responsáveis por 70% dos ataques no setor de saúde, o que destaca a necessidade crítica de as organizações de saúde monitorarem e protegerem seus sistemas internos. Essas ameaças podem ser particularmente prejudiciais, pois os agentes internos geralmente têm acesso privilegiado aos sistemas, o que torna suas ações mais difíceis de detectar.

Segurança de dispositivos médicos

Vulnerabilidades em dispositivos médicos conectados têm se tornado uma porta de entrada cada vez mais frequente para hackers. Com o aumento de dispositivos conectados — desde sistemas de rastreamento de recursos hospitalares até dispositivos vestíveis para cuidados de saúde — voltados a monitoramento e diagnósticos em tempo real, surgem novas possíveis fragilidades nos sistemas de saúde. Se não forem devidamente protegidos, esses dispositivos podem ser explorados por cibercriminosos para obter acesso a redes críticas, colocando em risco tanto a segurança do paciente quanto a segurança dos dados.

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Como melhorar a cibersegurança no setor de saúde

Com a evolução digital das organizações de saúde, a cibersegurança deve passar a ser uma prioridade estratégica. Não se trata mais apenas de garantir a segurança do perímetro; isso já é o mínimo esperado. O verdadeiro desafio reside em lidar com as vulnerabilidades mais profundas e sutis — tanto humanas quanto tecnológicas — que continuam a passar despercebidas. Para proteger verdadeiramente dados confidenciais e sistemas críticos, as organizações precisam de uma abordagem estratégica e holística que contemple tanto os riscos humanos quanto os tecnológicos.

Veja como ir além do básico e começar a construir um framework de cibersegurança mais robusto e resiliente:

Treinamento de funcionários

Uma das maneiras mais eficazes de combater as ameaças à cibersegurança no setor de saúde é realizando treinamentos regulares de funcionários. Como os profissionais de saúde costumam ser a primeira linha de defesa, é fundamental que saibam identificar tentativas de phishing, e-mails suspeitos e outras ciberameaças que visam usuários. Ao treinar os funcionários para identificar e responder a possíveis ataques, as organizações podem reduzir a probabilidade de sucesso dos ataques. Vale destacar que estudos mostram que o treinamento em conscientização sobre cibersegurança pode levar a uma redução de 70% nos riscos relacionados à segurança. Isso torna o treinamento em conscientização sobre segurança uma parte indispensável da estratégia de segurança.

Proteção de endpoints

Com o aumento do uso de dispositivos médicos conectados e sistemas de IoT no setor de saúde, a segurança dos endpoints tornou-se uma prioridade crítica. As organizações precisam de EDR (Endpoint Detection and Response, detecção e resposta de endpoint) para monitorar, detectar e responder ativamente a ameaças em tempo real em todo o ecossistema de saúde. A EDR possibilita às organizações de saúde identificar atividades suspeitas em tudo, desde estações de trabalho hospitalares até dispositivos médicos vitais, impedindo que invasores explorem vulnerabilidades e se infiltrem em sistemas críticos.

Criptografia de dados

A criptografia de dados confidenciais de pacientes é um componente fundamental da cibersegurança no setor de saúde. Seja em trânsito nas redes ou armazenados em bancos de dados, a criptografia garante que o acesso aos dados fique restrito a usuários autorizados. Protocolos de criptografia robustos ajudam a manter a privacidade do paciente e a conformidade com regulamentações como a HIPAA, além de fornecer uma camada adicional de proteção contra comprometimento de dados e ciberataques.

Segurança de rede

No setor da saúde, proteger as redes é vital para a defesa contra ciberameaças cada vez mais sofisticadas. Ao implementar firewalls, IDSs (Intrusion Detection Systems, sistemas de detecção de intrusão) e protocolos Wi-Fi seguros, as organizações podem criar uma defesa robusta contra acesso não autorizado e possíveis ataques. Essas defesas atuam como barreiras, bloqueando o acesso não autorizado e minimizando o risco de ataques. Uma rede bem protegida limita a capacidade dos invasores de explorar vulnerabilidades e garante a continuidade das operações de saúde e a proteção dos dados dos pacientes.

Planos de resposta a incidentes (IR)

Mesmo com fortes medidas preventivas em vigor, os ciberataques ainda podem ocorrer. A chave para minimizar os danos e garantir a continuidade dos serviços de saúde reside na rapidez com que uma organização consegue reagir a esses danos. Um plano sólido de resposta a incidentes estabelece os passos para isolar sistemas afetados, alinhar a comunicação com as partes interessadas e recuperar dados críticos, reduzindo ao máximo a interrupção das operações. A velocidade é crucial: quanto mais rápido uma organização conseguir conter um ataque, menor será o impacto no atendimento aos pacientes e na prestação de serviços de saúde em geral. Um plano eficaz minimiza os impactos de longo prazo de um ataque e ajuda a manter a continuidade dos serviços de saúde.

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Práticas recomendadas de cibersegurança no setor de saúde

Para acompanhar a evolução das ciberameaças, as organizações de saúde precisam adotar práticas recomendadas que abordem os riscos atuais e permitam às equipes de segurança antecipar ameaças futuras. Alguns dos principais elementos de uma estratégia de cibersegurança robusta e proativa incluem:

Realizar avaliações de risco

Avaliações de risco regulares são uma parte essencial de uma estratégia proativa de cibersegurança no setor de saúde. Essas avaliações ajudam as equipes de segurança a identificar diversos riscos de segurança: vulnerabilidades em sistemas, lacunas em processos e fatores humanos que podem ser explorados por invasores. Ao avaliar continuamente a exposição da organização a ameaças, as equipes podem priorizar as iniciativas de remediação com base na gravidade e no impacto potencial de cada risco. Essa abordagem estratégica prioriza a correção das falhas de segurança mais críticas, diminuindo a probabilidade de exploração. As avaliações de risco também fornecem informações valiosas sobre ameaças emergentes, permitindo que as organizações de saúde se antecipem aos cibercriminosos e implementem medidas preventivas antes que os riscos se materializem.

Adotar a arquitetura Zero Trust

A ZTA (Zero Trust Architecture, Arquitetura Zero Trust) é um framework de segurança baseado no princípio de "nunca confie, sempre verifique". O Zero Trust parte do princípio de que as ameaças podem existir tanto dentro como fora da rede, exigindo que cada solicitação de acesso seja continuamente validada, autenticada e autorizada, independentemente da sua origem. Essa abordagem segmenta o acesso a dados e sistemas confidenciais com base em políticas rigorosas e análises em tempo real, o que garante que usuários e dispositivos sejam verificados em cada etapa da interação. Ao adotarem a ZTA, as organizações de saúde podem minimizar o risco de ameaças internas e acesso não autorizado, além de aprimorar a proteção de dados e reduzir a superfície de ataque potencial em todo o seu ambiente.

Proteger o acesso remoto

Com a expansão da telemedicina e o aumento do trabalho remoto entre profissionais de saúde, garantir a segurança do acesso remoto passou a ser essencial na cibersegurança do setor. A utilização de VPNs criptografa os dados em trânsito, protegendo informações confidenciais de pacientes contra interceptação em redes não seguras. A aplicação da MFA (Multi-Factor Authentication, autenticação multifatorial) garante que apenas usuários verificados possam acessar sistemas críticos — uma camada essencial de proteção contra o roubo de credenciais. Além disso, a implementação do NAC (Network Access Control, controle de acesso à rede) pode restringir ainda mais o acesso com base na conformidade do dispositivo, garantindo que apenas dispositivos seguros e autorizados se conectem às redes de saúde. Juntas, essas medidas reduzem o risco de ciberataques direcionados a pontos de acesso remoto.

Implementar uma proteção de identidades robusta

A proteção de identidades é um componente crítico de qualquer estratégia de cibersegurança no setor de saúde. A adoção de práticas sólidas de proteção de identidades amplia o controle de acesso a dados e sistemas críticos, diminui o risco de ameaças internas e evita acessos não autorizados, sejam eles de fontes externas ou internas. A implementação de medidas robustas de proteção de identidades, como a MFA, garante que apenas usuários autorizados possam acessar sistemas e dados confidenciais. Além disso, a aplicação do PoLP (Principle of Least Privilege, princípio do privilégio mínimo) garante que as pessoas tenham acesso apenas ao que realmente precisam para desempenhar suas funções, o que limita os danos potenciais em caso de ataque.

Manter as atualizações e correções em dia

Para evitar a exploração de vulnerabilidades conhecidas, é essencial manter todos os softwares e dispositivos atualizados. Atualizações e correções regulares garantem que falhas de segurança sejam tratadas em tempo hábil, o que é essencial para reduzir a janela de oportunidade para que cibercriminosos explorem vulnerabilidades. Essa prática ajuda a proteger os sistemas internos e conectados contra possíveis ciberataques.

Colaborar com especialistas

A parceria com empresas de cibersegurança como a CrowdStrike permite que as organizações de saúde aproveitem soluções de segurança avançadas e conhecimento especializado. Essas parcerias trazem conhecimento específico para aprimorar as estratégias de detecção, resposta e prevenção de ameaças, capacitando os profissionais de saúde com as estratégias e soluções necessárias para se manterem protegidos em meio a um ambiente de ciberameaças cada vez mais complexo e sofisticado.

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História do cliente Montage Health

Leia esta história do cliente para saber por que a Montage Health, organização de saúde sem fins lucrativos com sede na Califórnia, consolidou sua cibersegurança com a CrowdStrike e como ela conseguiu proteger todas as principais superfícies de ataque.

 

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Conclusão

Em um cenário de saúde altamente interconectado, a cibersegurança é um componente essencial para o atendimento ao paciente e a resiliência operacional. Proteger os dados dos pacientes é fundamental para manter a confiança e a confidencialidade, bem como para garantir a continuidade dos serviços de saúde sem interrupções. Com exigências regulatórias como a HIPAA impondo medidas rigorosas de proteção de dados, os riscos nunca foram tão altos.

Diante da evolução constante das ciberameaças, as organizações de saúde precisam ser proativas na implementação de estratégias de segurança abrangentes. Isso inclui desde avaliações de risco regulares e treinamento de funcionários até tecnologias avançadas, como EDR, criptografia de dados e proteção robusta de identidades. Ao adotar soluções modernas e seguir as práticas recomendadas, os prestadores de serviços de saúde podem reduzir consideravelmente seus riscos cibernéticos.

Em última análise, adotar uma abordagem proativa de cibersegurança é fundamental para proteger dados confidenciais, assegurar a continuidade das operações e manter os mais altos padrões de atendimento ao paciente. Organizações de saúde que investem e focam em medidas robustas de cibersegurança estarão mais bem preparadas para lidar com o complexo cenário de segurança e garantir a proteção e a integridade de seus sistemas críticos.

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Dana Larson é Gerente Sênior de Marketing de Produtos e tem a missão de ajudar pequenas empresas a permanecerem seguras e protegidas. Ela mistura criatividade com estratégia, tornando a cibersegurança não apenas essencial, mas valiosa para pequenas empresas. Desde a elaboração de planos de marketing inteligentes até a interação com clientes, Dana garante que cada cliente que ela atende se sinta fortalecido e protegido.