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Como funciona a CIRA

Os ambientes em nuvem podem provisionar novos recursos sob demanda e de forma incrivelmente rápida. Isso proporciona às empresas uma relação custo-benefício, escalabilidade e funcionalidades de segurança incomparáveis. Não é de admirar que cerca de 78% das organizações agora dependam de estratégias híbridas ou multinuvem. No entanto, como esses ambientes são muito mais dinâmicos e complexos do que os sistemas locais, as demandas de segurança em nuvem de uma organização superam facilmente as capacidades das plataformas convencionais de monitoramento e resposta a incidentes. As organizações modernas exigem uma solução de detecção e mitigação que consiga acompanhar as demandas dinâmicas da nuvem.

A CIRA (Cloud Investigation and Response Automation, Automação de Investigação e Resposta na Nuvem) está definindo o padrão para a segurança organizacional na nuvem. O termo CIRA, cunhado pela Gartner em 2023, foi projetado para representar a coleta e investigação rápidas, precisas e automatizadas de perícia forense digital no ambiente de nuvem

Neste artigo, exploraremos os principais componentes e benefícios da CIRA. Analisaremos também o papel crucial que ela desempenha no enfrentamento dos desafios da investigação manual de incidentes.

O que é CIRA?

CIRA é uma tecnologia de segurança em nuvem projetada para automatizar a coleta e análise de perícia forense em ambientes de nuvem, auxiliando na investigação e resposta a ameaças.

Os algoritmos avançados de análise de dados e machine learning da CIRA analisam logs e métricas coletados para identificar anomalias e comportamentos suspeitos. Em seguida, utilizam inteligência de ameaças para cruzar as anomalias detectadas com padrões de ameaças conhecidos, a fim de acionar incidentes de segurança e oferecer insights automáticos e em tempo real. 

Os ambientes em nuvem são fluidos e difíceis de monitorar. Qualquer workload ativa em um ambiente em nuvem é vulnerável, incluindo recursos com apenas alguns minutos de existência. A CIRA monitora e protege eficazmente esses ambientes dinâmicos com ferramentas para investigação de ameaças e resposta a incidentes. Ao utilizar a CIRA, as organizações podem agir rapidamente para mitigar um incidente, muitas vezes sem intervenção humana, usando respostas predefinidas. Uma resposta mais rápida a incidentes permite que as organizações economizem tempo, dinheiro, recursos e sua reputação.

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Principais componentes da CIRA

A CIRA é mais do que apenas um componente ou processo isolado. Vamos analisar os três componentes principais que formam o núcleo dela.

  • Insights automatizados: as workloads na nuvem geram um grande volume de logs, dados e perícia forense digital, tornando a análise manual complexa e impraticável. A CIRA utiliza análise de dados avançada, algoritmos de machine learning e IA capazes de processar grandes volumes de dados, fornecendo contexto adicional e insights em tempo real sobre incidentes e detecções em ambientes de nuvem.
  • Investigação e análise de incidentes: a CIRA coleta e analisa dados de incidentes de recursos de nuvem afetados, incluindo perícia forense, logs, eventos, configuração e tráfego de rede. As equipes precisam desses dados para investigar, encontrar a causa raiz, mitigar o incidente e produzir relatórios pós-incidente.
  • Ação de resposta automatizada: a CIRA automatiza a resposta a incidentes usando sua biblioteca de playbooks predefinidos para incidentes comuns, resultando em uma resolução mais rápida dos incidentes. Por exemplo, um playbook pode isolar ou colocar em quarentena os recursos afetados, iniciar procedimentos de reversão, revogar credenciais e bloquear endereços IP maliciosos. As organizações podem personalizar esses playbooks de acordo com sua infraestrutura e necessidades de negócios, estabelecendo modelos de resposta com base em seus processos internos, sistemas e fluxos de trabalho. 

Benefícios da CIRA

Graças à eficácia da CIRA, as organizações que adotam essa estratégia experimentam muitos benefícios significativos:

  • Redução do tempo de resposta: a CIRA auxilia em etapas críticas da segurança em nuvem, incluindo investigação de ameaças, coleta de perícia forense, análise de vetores de ataque e mitigação automatizada, resultando em um menor tempo de resposta a incidentes.
  • Melhoria da escalabilidade: a CIRA pode analisar e fornecer insights em tempo real sobre ambientes multinuvem de grande escala com altos volumes de dados, ajudando as organizações a proteger seus recursos mesmo com o aumento do número de recursos.
  • Eficiência de custos: a CIRA automatiza aspectos essenciais da investigação e resposta a incidentes, liberando as equipes de segurança para se concentrarem em outras questões críticas que exigem intervenção manual.
  • Maior precisão: a CIRA aplica protocolos durante a resposta a incidentes para reduzir a probabilidade de mitigação incorreta ou atrasada devido a erros humanos. Isso garante uma resposta consistente e estruturada, além de melhorar a estabilidade geral do sistema. 

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Como maximizar a CIRA

Os playbooks predefinidos são essenciais para padronizar e otimizar o processo de resposta a incidentes de uma organização. A CIRA pode executar playbooks automatizados, mas também pode fornecer inteligência de ameaças em tempo real e integrar-se a outras plataformas de segurança para utilizar funcionalidades ainda mais avançadas.

Playbooks automatizados

As organizações podem definir e personalizar playbooks para incidentes comuns, como acesso não autorizado, atividade suspeita de malware, configurações incorretas de recursos, uso indevido de APIs e ataques de DDoS (Distributed Denial-of-Service, Ataques de Negação de Serviço Distribuído). Esses playbooks definem as etapas de mitigação e análise pós-incidente e podem ser executados com supervisão manual mínima, garantindo uma abordagem rápida e padronizada. 

Integração com os SOCs (Security Operations Centers, Centros de Operações de Segurança)

A CIRA integra-se perfeitamente a plataformas SOC, como SIEM, SOAR e EDR. Essas integrações permitem que as equipes obtenham visibilidade centralizada, melhorem o tempo de resposta a incidentes, otimizem as operações, aprimorem a correlação de ameaças, aumentem a escalabilidade e garantam a conformidade regulatória. 

Inteligência de ameaças em tempo real

A CIRA atualiza automaticamente seus manuais e protocolos de resposta com base nas informações coletadas de feeds de inteligência de ameaças sobre os riscos cibernéticos e as ameaças mais recentes. Essa abordagem integrada permite lidar com ameaças emergentes automaticamente. 

Como a CIRA apoia a segurança em nuvem

As equipes de segurança podem usar a CIRA para superar vários desafios importantes associados à resposta a incidentes em ambientes de nuvem, como proporcionar visibilidade abrangente, reduzir a complexidade de conformidade e diminuir a probabilidade de erro humano na integridade dos dados. Isso é possível devido a diversas funcionalidades essenciais.

Proteção contra ameaças

Manter uma visibilidade completa em ambientes de nuvem pode ser um desafio devido à grande quantidade de dados gerados. A CIRA utiliza o poder dos algoritmos de machine learning e IA para analisar grandes volumes de dados, monitorar o ambiente de nuvem e emitir alertas sobre ameaças e atividades suspeitas. Ela fornece informações em tempo real sobre a postura geral de segurança em nuvem, monitorando anomalias, oferecendo painéis com métricas de vulnerabilidade importantes e integrando-se a feeds de inteligência de ameaças, tornando a investigação e mitigação de ameaças proativas ao determinar as táticas de resposta mais eficazes. 

Resposta pós-incidente e conformidade

Manter a conformidade e gerar os relatórios necessários representa um enorme fardo para a maioria das organizações, uma vez que esses processos são demorados e as regulamentações podem mudar com frequência. A CIRA automatiza a coleta de perícia forense digital e logs cruciais para suas respostas a incidentes. A coleta automatizada elimina a sobrecarga das equipes de segurança, permitindo que elas se concentrem em análises pós-incidente para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro. 

Ao avaliar continuamente as configurações de recursos em nuvem em relação aos padrões de segurança, a CIRA permite uma resposta rápida a violações de políticas, aplicando alterações ou revogando permissões arriscadas.

Integridade e segurança dos dados

Manter a integridade dos dados é um desafio significativo para as organizações, visto que seus dados são suscetíveis a erros humanos, falhas técnicas e vazamentos. A CIRA oferece medidas de integridade de dados para proteger dados confidenciais e garantir sua autenticidade, precisão e segurança. Ela fornece monitoramento de integridade de arquivos, rastreando alterações em arquivos críticos e alertando as equipes sobre quaisquer alterações inesperadas. A CIRA também utiliza criptografia de dados para dados em repouso e em trânsito, a fim de proteger dados confidenciais contra leitura ou interceptação por usuários não autorizados. 

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A adoção de ambientes híbridos e multinuvem dinâmicos exige que as organizações tenham uma solução de CIRA integrada como parte do seu framework de segurança. A abordagem holística da CIRA para investigar e responder a incidentes de segurança em nuvem reduz a necessidade de intervenção manual por parte dos engenheiros de segurança. Ela automatiza aspectos críticos da resposta a incidentes, incluindo investigação de ameaças, coleta de perícia forense, análise de dados e resposta a ameaças. Por meio da CIRA, as organizações podem reduzir os tempos de resposta e melhorar a estabilidade e a escalabilidade de seus ambientes de nuvem. 

O CrowdStrike Falcon® Cloud Security com CDR oferece soluções abrangentes para proteger seus dados, aplicações e infraestrutura de nuvem, permitindo visibilidade completa, detecção e resposta em tempo real em toda a pilha nativa da nuvem. Ele proporciona segurança holística na nuvem, fornecendo um console unificado para diversas ferramentas de segurança, incluindo CSPM, CIEM, ASPM, DSPM e CWPP.

Jamie Gale é Gerente de Marketing de Produtos com experiência em segurança da nuvem e de aplicações. Antes de ingressar na CrowdStrike por meio da aquisição da Bionic, ela liderou esforços de conteúdo técnico e comunicações executivas para diversas startups e grandes organizações internacionais. Jamie mora em Washington, D.C. e é formada pela Universidade de Mary Washington.