O que é Autoproteção de Aplicações em Tempo de Execução (RASP)?
Autoproteção de Aplicações em Tempo de Execução (RASP) é um termo criado pela Gartner para descrever uma tecnologia que incorpora funcionalidade de segurança em aplicações de software para evitar ataques maliciosos enquanto a aplicação está em execução.
Diferentemente das soluções de segurança tradicionais, que oferecem proteção no nível de rede ou endpoint, o RASP se concentra na aplicação em si, usando sensores incorporados ao software, bem como informações contextuais, para monitorar a aplicação durante o tempo de execução, abordar vulnerabilidades específicas que existem em cada parte do software e interromper ameaças automaticamente e em tempo real.
Por que a RASP é importante?
Nos últimos anos, as aplicações se tornaram um vetor de ataque eficaz e lucrativo para ciber criminosos e hackers que podem explorar vulnerabilidades dentro da aplicação, bem como erros humanos, como configurações incorretas ou portas abertas.
Embora medidas tradicionais de segurança de rede e infraestrutura, como um firewall de aplicações Web (WAF) ou sistema de prevenção de intrusão (IPS), sejam frequentemente usadas para monitorar o tráfego de rede e sessões de usuários para identificar atividades suspeitas, essas ferramentas não monitoram o tráfego e os dados dentro da aplicação, deixando a organização vulnerável a ataques à aplicação .
A RASP move a segurança para dentro da aplicação, permitindo que a organização reúna dados da aplicação em tempo real e os avalie dentro do contexto dessa aplicação. Como a ferramenta é específica para cada aplicação e seu uso real, a RASP oferece um nível de precisão e proatividade inigualável por ferramentas e soluções legadas.
RASP e segurança na nuvem
A RASP é um componente importante dentro da estratégia de segurança em nuvem da organização, mais particularmente para segurança de aplicações em nuvem. À medida que as empresas aproveitam cada vez mais a nuvem para promover esforços de transformação empresarial, habilitar novos modelos de negócios e ativar uma força de trabalho remota, elas também devem garantir que todos os negócios conduzidos em um ambiente de nuvem ou híbrido sejam seguros e protegidos.
As medidas de segurança tradicionais não estão equipadas para fornecer proteção na nuvem, o que significa que as organizações devem elaborar uma nova estratégia e adotar novas ferramentas, incluindo políticas, ferramentas, tecnologias e regras em nível de aplicação — a principal delas é a RASP — para manter a visibilidade de todos os ativos baseados na nuvem, proteger as aplicações baseadas na nuvem contra ciber ataques e limitar o acesso apenas a usuários autorizados.
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Casos de uso da RASP
Há duas funcionalidades principais fornecidas por uma ferramenta RASP:
- Proteção de aplicações: detectar e bloquear vulnerabilidades de segurança e atividades maliciosas na aplicação durante o tempo de execução
- Inteligência de ameaças: fornecer visibilidade profunda em nível de código dentro da aplicação e produzir insights que ajudem a equipe de segurança a entender quem está atacando sua organização, seus métodos e motivações. Isso ajuda a evitar vulnerabilidades de dia zero e outros ciber ataques.
Como a RASP funciona?
A tecnologia RASP aproveita os princípios modernos de engenharia de software para permitir proteção e inteligência de ameaças no nível da aplicação. A RASP funciona instalando sensores na base de código para monitorar e controlar a execução da aplicação. Esses sensores permitem visibilidade completa da arquitetura da aplicação e do fluxo de execução durante o tempo de execução.
As ferramentas RASP combinam esses dados do sensor com informações contextuais, como código, lógica da aplicação, configurações e ajustes, dados de tempo de execução e fluxo de controle, bem como diversas outras entradas, para permitir que a solução identifique atividades de alto risco ou ataques ativos e, por extensão, tome decisões precisas e oportunas sobre como mitigar tais eventos.
RASP vs. WAF
A RASP e os firewalls de aplicações Web (WAFs) compartilham o mesmo objetivo: proteger aplicações de rede contra ciberataques e violações de dados. No entanto, essas ferramentas fazem isso de maneiras diferentes e têm limitações diferentes.
Um WAF é um dispositivo de segurança de aplicação que protege organizações filtrando, monitorando e analisando o tráfego do protocolo de transferência de hipertexto (HTTP) e do protocolo de transferência de hipertexto seguro (HTTPS) entre a aplicação Web e a Internet. O WAF é responsável por bloquear ameaças antes que elas cheguem à aplicação. Dito isso, como uma ferramenta de perímetro, o WAF não é capaz de monitorar a atividade dentro da aplicação, deixando aberta a possibilidade de que invasores que tenham passado pelo firewall possam estar usando a aplicação para avançar o plano de ataque.
É aqui que entra a RASP. A RASP atua como uma rede, usando dados de aplicações e informações contextuais para impedir ataques que passaram despercebidos pelo WAF ou outras ferramentas de segurança preventiva.
À medida que o perímetro de cada organização se torna mais poroso devido ao aumento da computação em nuvem e à proliferação de dispositivos móveis, a eficácia dos firewalls de uso geral e dos firewalls de aplicações Web foi reduzida. Essa limitação ressalta a importância de uma estratégia de segurança abrangente que inclua proteção para todos os ativos baseados na nuvem, incluindo aplicações. WAFs e RASP são dois componentes importantes de toda estratégia abrangente de cibersegurança.
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Baixe agoraBenefícios da RASP
A segurança RASP oferece proteção automatizada e em tempo real no nível da aplicação. Isso desbloqueia muitos benefícios importantes para a organização, incluindo:
Prevenção de ataques em nível de aplicação
Em primeiro lugar, a RASP é um recurso essencial para proteger organizações contra ataques a aplicações. Exemplos de ciber ataques em nível de aplicação incluem:
- Ataques de dia zero: um ciber ataque que explora uma vulnerabilidade de segurança desconhecida ou uma falha de software antes que o desenvolvedor do software lance uma correção.
- Cross-site scripting (XSS): é uma forma de ataque de injeção de código em que um adversário insere código malicioso em um website legítimo. O código então é lançado como um script infectado no navegador da vítima, permitindo que o invasor roube informações confidenciais ou se passe pelo usuário.
- Injeção de SQL: um ataque de injeção SQL é semelhante ao XSS, pois os adversários aproveitam uma vulnerabilidade conhecida para injetar instruções SQL maliciosas em uma aplicação. Isso, por sua vez, permite que o hacker extraia, altere ou exclua informações.
- DoS e DDoS: uma tentativa maliciosa e direcionada de inundar uma rede com solicitações falsas para interromper as operações comerciais.
Otimização de recursos
As ferramentas RASP automatizam o monitoramento de rotina de aplicações e a resposta a eventos, permitindo que as equipes de TI concentrem recursos limitados em tarefas que exigem intervenção humana. Além disso, como a solução RASP aproveita dados de dentro da aplicação, ela opera com um nível de precisão muito maior do que as ferramentas tradicionais, o que reduz o número de alertas e falsos positivos que as equipes de TI precisarão investigar e resolver manualmente.
Proteção de Dados
Os dados armazenados em uma aplicação habilitada para RASP são protegidos mesmo se a aplicação for violada. Isso significa que hackers que conseguem acessar a aplicação e extrair dados dificilmente conseguirão visualizar ou usar essas informações, pois elas são autoprotegidas.
Proteção contínua
A RASP permite proteção no nível do código, o que significa que as aplicações se tornam autoprotegidas e permanecem assim, independentemente de onde são implementadas, seja na nuvem, no local ou em um ambiente de nuvem híbrida. As RASPs não exigem reformulação, mesmo quando as aplicações são atualizadas ou reiniciadas em um ambiente diferente. Isso fornece às organizações um alto nível de proteção contínua que requer pouca supervisão e manutenção após a implementação.
Suporte DevOps
À medida que mais organizações aproveitam o processo ágil de desenvolvimento de software conhecido como DevOps, as equipes podem inadvertidamente negligenciar os testes de segurança de aplicação durante o desenvolvimento e a produção. A RASP fornece contexto valioso aos desenvolvedores no que se refere às vulnerabilidades no código de uma aplicação e como ele está sendo explorado. Essas informações podem ser usadas pela equipe de DevOps para identificar partes do código da aplicação que podem precisar ser reforçadas dentro da aplicação para reduzir riscos de segurança e dar suporte a testes interativos de segurança da aplicação.
Saiba mais
Mantenha suas aplicações Web seguras seguindo as práticas recomendadas descritas nesta publicação.
Melhores práticas da RASP
As soluções RASP são incrivelmente úteis para manter suas aplicações seguras, mas seguir essas práticas recomendadas ajudará você a aproveitar ao máximo a ferramenta.
1. Adote uma abordagem DevSecOps
Embora uma solução RASP seja uma ótima opção para proteção contra certos tipos de ataques, as organizações não devem depender somente de uma para se proteger de todos os ciber ataques e adversários. Em vez disso, implemente uma cultura de cibersegurança em sua organização adotando uma abordagem DevSecOps. Nessa abordagem, a segurança é movida para a esquerda (antecipada) dentro do ciclo de vida de desenvolvimento de software, o que significa que ela é incorporada desde o início do processo.
2. Considere o ecossistema de ferramentas
Ao avaliar uma solução RASP para incorporar em sua organização, é essencial levar em consideração como a solução RASP funcionará em conjunto com as ferramentas que você está usando atualmente. Algumas das soluções RASP mais avançadas têm capacidades de integração com SIEM, DAST e outros tipos de soluções.
3. Teste, teste, teste!
Teste continuamente sua solução RASP antes da implementação completa para monitorar o desempenho da aplicação à medida que ele se integra à ferramenta. Entenda completamente como a solução RASP afeta cada aplicação individual para que suas equipes de TI possam identificar rapidamente eventos fora do normal neles.
Expert Tip
Leia este guia para aprender como implementar um programa abrangente de cibersegurança em sua organização e começar a promover uma cultura com foco em cibersegurança.
Leia: Como criar um programa de treinamento em cibersegurança
Protegendo aplicações com uma solução de proteção de workloads em nuvem
As soluções de segurança em nuvem da CrowdStike permitem que as organizações criem, executem e protejam aplicações nativas em nuvem com rapidez e confiança. Com o Falcon Cloud Security, as organizações têm proteção abrangente contra ataques para todo o conjunto nativo na nuvem, em qualquer nuvem, em todas as workloads, containers e aplicações do Kubernetes.
A solução Cloud da CrowdStrike protege e permite que as organizações automatizem o monitoramento e a detecção para interromper atividades suspeitas, ataques de dia zero e comportamentos de risco para ficar à frente das ameaças e reduzir a superfície de ataque. Seus principais recursos são:
Visibilidade completa
O Falcon Cloud Security fornece visibilidade completa dos eventos em workloads e containers, além de metadados de instância, permitindo detecção, resposta, busca e investigação de ameaças mais rápidas e precisas, para garantir que nada passe despercebido em seu ambiente de nuvem.
Prevenção de ataques
Nossa solução em nuvem também permite que as organizações automatizem o monitoramento e a detecção para interromper atividades suspeitas, ataques de dia zero e comportamentos de risco para ficar à frente das ameaças e reduzir a superfície de ataque.
Desempenho seguro em velocidade
As principais integrações do Falcon Cloud Security oferecem suporte a fluxos de trabalho de integração/entrega contínua (CI/CD), permitindo que as organizações protejam workloads na velocidade do DevOps sem sacrificar o desempenho.
Para obter mais informações sobre o Falcon Cloud Security, baixe nosso resumo da solução ou visualize nossa página do produto.